Mostrando postagens com marcador Drops. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Drops. Mostrar todas as postagens

2 de fevereiro de 2024

Drops#12 - Top 7 coisas boas do D&D 4e


A Quarta Edição do D&D recebeu muitas caretas e hate de um sem número de jogadores e mestres desde o seu lançamento. Até hoje, muita gente considera ela como um patinho feio das edições de D&D, principalmente porque muitos dos padrões, regras e sistemas que se consolidaram em edições anteriores foram deixados de lado. Muitos fãs das antigas sentiram como se esse fosse um jogo completamente diferente do que estavam acostumados, o que era verdade.

Com o grande sucesso da Quinta Edição, a Quarta tem cada vez mais se tornado uma pequena vírgula na grande história do D&D. Mas como alguém que jogou a 4e por um tempo bem grande, eu consigo ser bem sincero quando digo que o jogo tinha qualidades incríveis e, em retrospecto, fez muitas coisas corretamente. Muito do conteúdo da 5e tenta replicar de maneira diferente conceitos e aspectos introduzidos anteriormente na 4e, e muitos Mestres podem aprender bastante olhando para a ovelha negra da família D&D

26 de janeiro de 2024

Drops #11 - Dragon Quest e o RPG de Mesa


Desde o início da indústria de jogos, os RPGs estão presentes. Com vários títulos de sucesso ao longo dos anos, o gênero nasceu, cresceu, se desenvolveu, inovou, estagnou, renasceu e se consolidou como um dos grandes pilares dos jogos digitais. Hoje em dia, temos jogos de ação, jogos de puzzle, e até jogos de ritmo com características e elementos de RPGs. 

No meio de toda essa história, existe uma série de jogos que nasceu no Japão, virou um fenômeno social, e dura até hoje como uma das franquias mais rentáveis e amadas dos jogos: Dragon Quest. Nessa postagem, eu proponho explorar quais são as principais características da série, o que significa se tornar um fenômeno social e o que isso implica para a série e como os sucessos e fracassos da série podem aplicar ao RPG de mesa e à sua mesa de jogo.

15 de março de 2023

Drops #10 - Eu assisti o primeiro filme de D&D em 2023


 

Olá pessoal! Eu sei que não há muitos de vocês lendo o que eu posto, mas sempre vejo pelas estatísticas que uma galera ainda visita o blog regularmente. Não deixem de comentar sempre que passarem por aqui! Isso me motiva bastante a continuar!

A postagem de hoje vai ser curtinha, mas vai ser meio que um pequeno review. O título já diz tudo: Eu assisti ao primeiro filme de Dungeons & Dragons, aquele que foi lançado em 2000, nesse ano atual de 2023. Há poucas semanas do lançamento do mais novo filme, o D&D: Honor Among Thieves, eu decidi revisitar todas as obras lançadas anteriormente e ver se realmente são ruins, a começar pelo primeiro filme. Conclusão: 

13 de junho de 2020

Drops #9 - O que o anime pode ensinar ao RPG?



Olá Pessoal,

Tem muito tempo que não escrevo aqui. Mas espero que alguém ainda leia esse artigo porque eu me dediquei bastante a ele. Ultimamente eu tenho explorado bastante o universo anime e mangá. Tenho lido bastante coisa e jogado muitos jogos inspirados em animes.

No passado, cheguei a mestrar diversas aventuras inspiradas em anime, muito graças ao cenário de Tormenta, totalmente inspirado no gênero. Desde que vi a versão final do Tormenta20, comecei a me questionar o que fazia uma aventura de anime ter um feel de anime, por isso eu decidi tentar organizar todas elas na forma de uma postagem. Espero que vocês curtam assim como eu curti escrever.

19 de junho de 2019

Drops#8 - 10 Chefões Finais em Aventuras de D&D




Olá galera! Estou há algum tempo sem escrever no Blog. Não vou dar desculpinhas, vocês sabem que é por causa do meu trabalho em excesso e falta de tempo né? Pois bem, tenho ótimas notícias também: Consegui um trabalho como Game Designer em uma das maiores empresas de jogos mobile do mundo. Estou morando na Alemanha. Mas, isso não vai me impedir de continuar escrevendo por aqui de vez em nunca como sempre faço né? Pois bem, vamos ao post.

Há alguns dias eu acabei me deparando com uma postagem bem legal no site The Robots Voice. Ela mostrava um Top 10 Chefes Finais do D&D. Porém, a postagem era muito focada em materiais mais antigos, e não era tão familiar assim para o público brazuca, por isso, decidi eu mesmo fazer algo parecido.

Apenas um disclaimer: Essa postagem representa a minha opinião, você pode discordar ou concordar com ela =)

14 de julho de 2015

Drops #7 - R.I.P. Paço Alfândega



Olá Pessoal,

Ontem foi um dia triste para o RPG pernambucano. E não só para o RPG, para todos os nerds, geeks, otakus e simpatizantes da cultura pop em geral. O Paço Alfândega se igualou aos outros Shoppings da região e proibiu qualquer tipo de atividade.

Essa decisão trará um impacto grande na comunidade formada aqui na cidade. Lembro-me que no dia 3 de julho de 2008, este blog foi criado com o intuito de divulgar as aventuras do meu grupo de RPG. A primeira postagem comentava o quanto era bom estarmos no ambiente do Shopping, afinal, fomos expulsos de dois outros lugares pelo simples motivo de estarmos jogando RPG.

De 2008 pra cá, foram 7 anos de jogo, onde pude ver a chegada de outros grupos de RPG, e outros grupos de nerds: jogos de tabuleiro, card games, liga Pokémon de Nintendo DS, cosplays, e até gente que ia no shopping para conversar e encontrar os amigos.

Em todos os anos em que estive por lá, vi pessoas jogando, mas, ao mesmo tempo, consumindo coisas no shopping. Eu sempre que ia por lá acabava comprando mangás, jogos e/ou livros de RPG na Livraria Cultura (Geek.etc). Meus amigos faziam o mesmo. Em sessões longas de RPG, sempre dávamos uma pausa para comprar refrigerantes e lanches na praça de alimentação, nada mais justo pois estávamos usufruindo do espaço deles.

Mas nada disso será mais possível dentro do Paço Alfândega. Alternativas? Jogar na casa dos amigos, procurar lojas especializadas, luderias, procurar outros hobbies... Uma pena.

Agora, o que podemos fazer? Vários grupos no Facebook estão se organizando, vão usar a internet a nosso favor, e eu convido todos a fazerem o mesmo. Visitem a Fanpage do Paço Alfândega. Façam um Review de 1 estrelinha, dizendo o quão ruim é a decisão. Sejam educados, apresentem argumentos válidos. Comentem nas fotos com o mesmo afinco e educação. Vamos fazer a vóz dos RPGistas, Geeks, Otakus, etc ser ouvida.

Muito obrigado a todos os que leram até aqui e a todos que apoiarão a causa.

PS: Acho que vou mudar o nome do Blog. Me sugiram algo!

4 de fevereiro de 2015

Drops #6 - Dungeons & Dragons: Book of Vile Darkness


Olá pessoal, novamente um tempo sem postar no blog. Mas o trabalho realmente tem me mantido bem ocupado.

Há alguns finais de semana eu tive finalmente a oportunidade de assistir o terceiro filme de D&D. Hoje posso finalmente dizer: ESSE FILME É SURPREENDENTEMENTE BOM. Porém, tenho alguns insights pra comentar

O passado Negro

Bom, para começar a falar de D&D3, primeiro eu preciso falar dos dois filmes anteriores.

Dungeons & Dragons (2000) - Foi um filme muito esperado pela minha pessoa. A recém-lançada 3ª Edição do D&D trazia infinitas possibilidades. Tudo servia de inspiração e velhos "limites" impostos pelas mecânicas de jogo não existiam mais. Era um tempo em que a banda larga estava dando seus primeiros passos e o filme do Senhor dos Anéis estava sendo anunciado. Vi em uma Dragão Brasil a matéria sobre o filme do D&D, o que me chamou mais atenção do que a própria saga Tolkieniana. O filme teve tudo pra dar certo: Atores renomados (Jeremy Irons, Thora Birch...), orçamento para efeitos especiais (U$45 milhões), baixa pressão do grande público (afinal, quem jogava D&D?) e uma nova edição sendo lançada para fazer um cross promotion. DEU TUDO ERRADO CARA!

Interpretação pífia, efeitos especiais bizonhos (armaduras que pareciam plástico), apoio nulo do jogo de mesa e raiva dos fãs. Grande decepção e a possibilidade de JAMAIS existir outro filme de D&D.

Mas eu estava errado...

Dungeons & Dragons: Wrath of the Dragon God (2005) - 5 anos depois, eu fui pego de surpresa. Andando pela rua, vejo uma banquinha de DVDs piratas, e lá está o filme. Pensei comigo mesmo: "COMO ASSIM CARA? FIZERAM OUTRO????". Peguei para assistir somente pela galhofa.

Hei de admitir, foi realmente um filme BEM MELHOR do que o primeiro, o que também nem era tão difícil né? O orçamento infinitamente mais baixo, atores absolutamente desconhecidos, porém um cuidado muito maior por parte da equipe de produção tornaram esta uma adaptação muito mais crível do que a primeira. O vilão metido a Wolverine, Damodar, está de volta. Eu ainda acho que o ator devia ser o ÚNICO a jogar D&D de todo o elenco. Parece que o cara fez o segundo filme por amor mais do que pelo dinheiro, sério mesmo. O filme era recheado de fan services que agradariam até o mais old school dos jogadores. Tem de tudo: Grupo sendo montado, personagens apelões, encontros aleatórios, morte em encontros aleatórios... Mas, de maneira geral, e mesmo com tudo isso, é um filme ruim, infelizmente.

Outro prejuízo para a franquia. O filme custou U$15 milhões e não rendeu sequer U$1 milhão. Agora sim, JAMAIS existirá outro filme de D&D na Terra.

Mas eu estava errado...

Poster do filme
Um novo recomeço

Dungeons & Dragons: Book of Vile Darkness é lançado em 2012 somente para DVD. Tá, primeiro acerto. Não adianta lançar um filme de um produto de nicho, com um background péssimo, para o grande público do cinema.

O filme foi produzido no Reino Unido e filmado na Bulgária, o que na minha opinião também foi um acerto. A Europa está cheia de vilarejos e castelos medievais, o que barateia MUITO a produção de um filme que se passa justamente na "idade média". Fora que, locações originais dão um ar muito maior de realismo do que as manjadas cidades cenográficas.

Por conta do baixo orçamento, os atores também foram desconhecidos nesse filme. Aqui temos atores que fizeram pontas em seriados e filmes famosos, temos atores dubladores de games e completos desconhecidos em seu primeiro trabalho. Porém, nenhum deles chegou a comprometer completamente o filme como um todo. É óbvio que um rosto famoso daria mais peso a produção, e quem sabe até um retorno maior, mas, imagino eu que a produção decidiu investir mais nos efeitos especiais.

Undead bem feito!

Os efeitos especiais são muito bons. Não temos armaduras que parecem papelão nem dragões cartoon que moram no porão, muito menos beholders cachorro. Aqui temos armaduras e armas críveis, uma maquiagem razoavelmente boa (menos para o personagem Goliath) e um dragão que se mostrou razoavelmente bem feito.


O enredo

Esse filme tem uma história bem simples (CONTEM SPOILERS MÍNIMOS DO COMEÇO DO FILME):

Um grupo de aventureiros como qualquer outro. Ou não...
Um feiticeiro antigo chamado Nhagruul, the foul, antes de morrer, criou um livro mágico repleto de maldades e que continha o segredo da sua alma eterna. O livro tinha um conteúdo de tamanha maldade que quem lia, tornava-se insano. Os anos se passaram e os seguidores de Nhagruul espalharam sua maldade pelo mundo, afim de que a memória de seu mestre jamais morresse. Foi uma era de trevas para toda a humanidade.
Porém, um grupo de guerreiros chamados de Cavaleiros do Novo Sol juraram trazer de volta a esperança para as pessoas. Apadrinhados pelo deus Pelor, cada cavaleiro recebeu um medalhão capaz de aumentar sua energia bondosa e destruir qualquer mal que surgisse. Os discípulos de Nhagruul finalmente foram derrotados.
Nem todos os discípulos de Nhagruul foram derrotados. Alguns deles sobreviveram, separaram as páginas e a capa do Livro e as espalharam pelo mundo. Enquanto isso, os Cavaleiros do Novo Sol se perderam em sua própria glória. O tempo passou, e o que antes era uma ordem gloriosa, se tornou um grupo de guerreiros individualistas.
Grayson, um jovem cavaleiro está prestes a fazer seu juramento para ser aceito na ordem, porém, ele e seus amigos são atacados por bárbaros. O pai de Grayson, um velho cavaleiro da ordem é sequestrado por um lorde maligno da região. Consumido pelo ódio, Grayson viola seu juramento e sai em busca de seu pai. Não sem antes buscar um grupo de intrépidos aventureiros... Ou não tão intrépidos assim.

Revelando o mínimo de spoilers possível, Grayson viola seu juramento de paladino ao se juntar a um grupo de personagens malignos. Estes personagens malignos estão em missão para o lord maligno da região, que está buscando as partes do livro, e Grayson enxerga neles a oportunidade perfeita de salvar seu pai e retomar a glória de sua ordem.

(DAQUI PARA BAIXO TEM SPOILERS)

Os Personagens

O filme está cheio de personagens bastante críveis. O paladino Grayson tem um background bem típico dos guerreiros das mesas de RPG. As ações dele, no filme, são as típicas de qualquer jogador de RPG que se preze: pegar dinheiro com inimigos derrotados, visitar o mago da cidade para comprar itens mágicos, ir na taverna procurar companheiros de aventura... Grayson representa o típico jogador de D&D em uma mesa, e nunca desvia do caminho determinado pelo prólogo, tornando-se um persoangem bem consistente.

Akordia é uma Warlock muito crível. É uma personagem bem clichê em certos aspectos, mas que toma várias atitudes surpreendentes ao longo da trama. É uma mulher que lidera um grupo de personagens malignos, onde inclusive, alguns são mais poderosos que ela. Eu particularmente achei isso bem legal. O filme também explora de maneira divertida a redenção da vilã e o crescimento de seus sentimentos em relação a Grayson.

Akordia, uma ótima personagem Shadar-kai
Ranfin é um druida Vermin Lord. É um vilão bem crível. Ele faz o contraponto com Akordia. Enquanto ela é uma vilã que vai se redimindo aos poucos, Ranfin vai se tornando cada vez mais desprezível, até chegar ao ponto de realizar atos malignos gratuitamente apenas para desafiar a autoridade de Akordia e a lealdade de Grayson.

Um goliath mal feito
Vimak é um bárbaro e ranger. Foi o único personagem ruim que vi no filme todo. O background dele não condiz muito com o que ele se tornou. E toda a maldade que ele pratica no filme inteiro parece gratuita.

Bezz é um assassino. É um vilão muito crível também. Ele é um personagem que puxa muito para o clichê do vilão covarde. Durante toda a trama do filme, ele se mostra valente quando exigem essa valentia dele, Bezz se transforma em um covarde da pior espécie.

(FIM DOS SPOILERS)

Vale a pena assistir?

Vale! E como vale. Posso dizer que o filme foi feito com um cuidado inexistente nos dois primeiros. Parece que todos os atores sentaram e jogaram uma partida de D&D antes de começarem a gravar. A maquiagem, as armaduras e os efeitos especiais são muito bons para um filme de baixo orçamento.

Se você for um jogador veterano, vai ficar reconhecendo e caçando todos os easter eggs e referências feitas aos livros e aventuras famosos.

Veja nem que seja para ter ideias de aventuras

Não vou dizer que você vai se apaixonar pelos personagens, mas você vai, no mínimo, achar algum deles muito legal a ponto de querer usar em uma aventura.

Porém, não recomendo o filme se você não for um fã de RPG ou D&D. Pra você, o filme vai parecer um pastelão de Sessão da Tarde (o que no fundo no fundo, ele é).

Tive uma experiência muito boa com esse filme. É difícil dizer se é porque eu não esperava NADA dele, ou se é porque ele realmente é muito bom. Mas, uma certeza eu tenho, vale a pena perder 90 minutos da sua vida para dar um pouco de atenção a esta obra cinematográfica.

20 de novembro de 2014

Drops #5 - Como ser um mestre de RPG

Game Master, Dungeon Master, Mestre de Jogo, Narrador ou simplesmente Mestre. os nomes são muitos, mas o significado é sempre o mesmo: o Mestre é aquele que guia os jogadores em sua jornada através dos mundos fantásticos do RPG. Se o jogo de RPG é considerado uma aventura, o Mestre pode ser considerado o roteirista desta história. Todo-poderoso em seus domínios, ele cria perigos a serem enfrentados pelos heróis. Coloca armadilhas em seu caminho, espalha monstros pelas cavernas, concede grandes poderes aos vilões - mas também esconde tesouros valiosos e artefatos mágicos para recompensar os aventureiros por sua coragem.

Muitos mitos cercam os mestres de jogo: Quem são? O que fazem? Como conquistaram este título pomposo? Eles são mais experientes ou inteligentes do que os outros jogadores? Leva muito tempo para se tornar um mestre? Exige muito esforço?

Que nada! Qualquer jogador de RPG, experiente ou não, pode se tornar um Mestre. As únicas exigências são um pouco de imaginação, sensatez e - principalmente -  um bom conhecimento acerca das regras do jogo.



Mestrando uma Partida

Vamos imaginar que você é uma pessoa audaciosa que resolve se tornar um RPGista. Vá até sua loja favorita, escolha o RPG que mais lhe agradar e compre-o. Leve para casa e leia as regras com atenção. Muito provavelmente, quando reunir seus amigos para uma partida, você será o mestre. Viu como é fácil?

Comece explicando aos jogadores como funciona este jogo tão diferente. Diga que, no RPG, cada jogador deve interpretar um herói (só jogadores mais experientes podem interpretar mais de um personagem ou mesmo vilões). Deixe então que os jogadores inventem seus personagens favoritos, seguindo sua orientação. Ou, melhor ainda, prepare com antecedência alguns personagens e depois deixe que eles escolham.

Bem, você já tem os heróis da história. Agora falta a própria história - ou aventura, como chamamos no RPG. A aventura é o desafio que será proposto aos heróis, e normalmente será entrar em uma catacumba básica em busca de tesouros. Quase todos os RPGs vem com uma aventura pronta para auxiliar mestres iniciantes. Use-a. Será ainda melhor que você tenha lido toda a aventura com antecedência para evitar chateações durante o jogo.

Agora vem a parte difícil do cargo de Mestre: apresentar a história aos jogadores. Se isso não for feito direito, eles não vão pegar o espírito do jogo. Você precisa colocar o jogo na imaginação deles - afinal, além de roteirista, você também é o narrador. Seja dramático, capriche no tom de voz. Se quiser, crie um clima tenebroso com velas e uma música de fundo. Vale tudo!


A justiça do Mestre

Bem, a aventura começou! A euforia toma conta, os jogadores exploram as possibilidades dos seus personagens. Começam a matar goblins, escutar atrás das portas e vasculhar paredes em busca de passagens secretas. Deixe que fiquem à vontade. Você está conseguindo. Está atingindo o objetivo do RPG: Ninguém ganha, ninguém perde, todos se divertem. Mas, tenha cautela, se não souber dosar os ingredientes agora, vai colocar tudo a perder.

Como Mestre de jogo, você é como se fosse um verdadeiro Deus. Pode criar um terremoto que faça desabar a caverna sobre os heróis, ou fazer surgir um dragão que possa matar todos com um único sopro de fogo. Isso é válido pelas regras, mas, se fizer isso, os jogadores vão se chatear. Talvez não queiram jogar de novo. É preciso ser um Deus bondoso e generoso para evitar essa tragédia. Não exagere nos perigos, não use monstros demais.  Coloque alguns tesouros nos bolsos dos inimigos derrotados, para que os jogadores se sintam recompensados. E guarde aquele dragão poderoso para o final da aventura, quando os heróis já tiverem encontrado algumas armas e armaduras mágicas para melhorar suas chances. Será um clima perfeito.

Por outro lado, você não pode deixar as coisas fáceis DEMAIS. Nenhuma partida de RPG tem graça se não há perigo, emoção e aventura. Dê aos heróis boas batalhas. Na hora de escolher os monstros, não fique restrito apenas aos Kobolds, Goblins e Orcs manjados. Use monstros exóticos e desconhecidos. Incentive os jogadores a usarem o cérebro de vez em quando (é mais fácil vencer um Gigante com uma boa mentira do que com uma espada). Se ficarem convencidos demais, obrigue-os a fugir de uma luta pelo menos uma vez. Tente não matar ninguém, a menos que algum jogador faça alguma burrice tão grande que isso seja inevitável. Mesmo assim, você pode ressuscitá-lo depois com uma poção mágica.

Esse é o papel do Mestre de Jogo. Se fizer tudo direitinho, os jogadores vão ficar satisfeitos com a brincadeira. E se achar que não se divertiu tanto quanto eles, espere só: pode estar certo que pelo menos um dos jogadores pedirá para ser mestre na próxima aventura...

7 de setembro de 2014

Drops #4 - RPG no Paço 2014 S01E02

Olá pessoal, hoje foi dia de RPG no Paço Alfândega. Não foi um feriadinho que parou o intrépido grupo de aventureiros. Bom, inicialmente, contaríamos com 3 jogadores, mas um deles precisou se ausentar da mesa por um tempo, por isso, decidimos continuar a história somente com 2 personagens até que outro jogador possa nos fazer companhia.

Sendo assim, temos:

Evandro - Guerreiro, Humano, Thyatiano
Filipe Wilson - Clérigo, Anão, Rockhome


18 de agosto de 2014

Drops #3 - RPG no Paço 2014 S01E01

Olá pessoal,

Depois de alguns bons anos, FINALMENTE voltei a jogar RPG. Neste domingo aconteceu a primeira sessão da campanha atual de Mystara que estamos jogando. Ao todo, temos três jogadores:

Evandro - Guerreiro, Humano, Thyatiano
Filipe Wilson - Clérigo, Anão, Rockhome
Ivanildo Júnior - Mago, Tiefling



4 de agosto de 2014

Drops #2 - PDF vs Livro Físico


Olá Pessoal! Hoje eu entrei oficialmente no mundo dos RPGs em PDF. Eu já baixava livros antes, mas hoje foi o dia em que oficialmente comprei um PDF.

Estamos em uma era de transição, onde existem 3 tipos de pessoa: As que são contra e odeiam mídia digital, as neutras (que não conseguem se desapegar completamente, mas já conseguem consumir) e as que só compram mídia digital e são contra a mídia física.

Espero que em um futuro próximo eu possa me livrar de 90% das minhas mídias físicas e ficar só com as digitais (exceto jogos, os quais coleciono). E fica aqui o meu apelo para que mais serviços como a Netflix surjam no Brasil, trazendo clássicos por um preço acessível. E especialmente, clássicos para serem lidos, e não apenas livros, mas também revistas (de games, rpg, etc) e gibis (marvel, dc, monica, disney, e até clássicos obscuros como Pequeno Ninja e revistinhas dos Trapalhões).


Sobre os PDFs


A lista de livros da Jambô inclui 99% dos seus títulos publicados

Comprei meus PDFs na Loja da Jambô. Soube que antigamente eles vendiam versões digitais de seus livros mas pararam por algum motivo que desconheço. Recentemente estava fazendo uma garimpada em algumas velharias pela internet quando acabei encontrando a lista de PDFs da loja. Muita coisa de Tormenta que não se encontra mais em lojas físicas e/ou virtuais, e muito material de Reinos de Ferro que atualmente são encontrados a preços exorbitantes.

Comprei a trilogia Porto Livre. Três aventuras com temática de piratas que são realmente muito divertidas e cheias de clichê. Em breve eu farei um Review aqui mesmo no Blog (Assim que terminar de ler todas).

Sobre Mídia Digital


Os PDFs são em OCR, ou seja, até se você for deficiente visual, dá pra ler

Eu realmente estou tentando me desapegar de mídia impressa. São diversos os motivos para tal: alergia mortal a  poeira, falta de espaço físico em casa, facilidade no transporte e manuseio entre outras. É uma pena que atualmente, não tenhamos muito material em português  para ser adquirido digitalmente. Entre um sem número de opções, poderíamos ter:

  • Revista Dragão Brasil (Todos os números)
  • Revista Só Aventuras
  • Revistinhas e módulos de 3D&T
  • Revista Arkhan RPG
  • Revista D20 Saga
  • Revista Dragonslayer
  • Livros de RPG em português publicados pela Devir, Daemon, etc...
  • Revista Dragon Magazine (as edições da Abril)
  • Livros de AD&D da Abril
Enfim, vocês me entenderam. Outra sugestão também seria algum site com modelo de negócios similar ao existente na Netflix, onde os jogadores pagariam um valor mensal para ter acesso ao catálogo de títulos existente. Já até mandei esta ideia para o Drive Thru RPG, mas nunca obtive sequer uma resposta.

Enfim, devaneios a parte, acredito que a Mídia Digital seja realmente o futuro, mas acho que a mídia física ainda não vai morrer. Pelo menos, não enquanto as maiores empresas do ramo ainda acreditarem no formato.

Lojas Interessantes com PDF

3 de agosto de 2014

Drops #1 - Alternativas às miniaturas


Olá pessoal,

Estreando um tipo de tópico que, acho eu, me permitirá postar coisas com mais frequência. Apelidado de Drops, estes posts tem como objetivo serem curtos e rápidos, para falar sobre assuntos diversos, relacionados ou não com RPG.

Pra estrear, decidi postar umas paradas divertidas que encontrei hoje pelo Shopping durante um passeio comum de domingo.





Trata-se de uma versão genérica da poderosa marca Lego, chamada de Kre-o. Fiquei meio surpreendido quando vi que os caras possuem licenciamento do D&D para fazer esse tipo de brinquedo ao mesmo tempo em que fiquei bastante feliz. Tendo em vista os preços que as miniaturas oficiais conseguem atingir e a versatilidade de um brinquedo de montar como esse, eu acredito que o Kre-o seja uma EXCELENTE opção para as mesas de jogo.

A marca também traz brinquedos com outras brands famosas, como Transformers, Tartarugas Ninja e Marvel Comics. E uma mensagem bem interessante estampada nas caixas: "Compatível com as grandes marcas". O que significa que você pode misturar seus Kre-o com os Legos velhos que você ou seus filhos possuem em casa, guardados em algum canto obscuro.

Por estas fotos, vocês podem observar um preço deveras salgado. Mas, fiz uma rápida busca pela internet e percebi que são realmente "Preços de Shopping", e que é possível fazer bons negócios na internet com valores muito menores sem muito trabalho. Comprando uns 2 ou 3 pacotinhos de Kre-o D&D mais uma caixa grande (daquelas com mais de 1000 peças) não se gasta mais do que R$200 e dá pra criar dungeons gigantescas, batalhas com hordas de inimigos  e ao mesmo tempo decorar sua estante de jogos com esculturas RPGísticas legais que estarão sempre mudando.


Edição do Post:

Depois de uma conversa bem legal no grupo de AD&D no Facebook, o Victor Portazio postou esse vídeo, que demonstra um pouco mais sobre a compatibilidade do Kre-o e das demais marcas de blocos existentes no mercado.


O vídeo mostra que elas são compatíveis entre si, com algumas ressalvas. O que são notícias muito boas para quem está afim de economizar um pouco e trabalhar a questão das miniaturas na mesa.

Outras Postagens do Blog