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13 de junho de 2020

Drops #9 - O que o anime pode ensinar ao RPG?



Olá Pessoal,

Tem muito tempo que não escrevo aqui. Mas espero que alguém ainda leia esse artigo porque eu me dediquei bastante a ele. Ultimamente eu tenho explorado bastante o universo anime e mangá. Tenho lido bastante coisa e jogado muitos jogos inspirados em animes.

No passado, cheguei a mestrar diversas aventuras inspiradas em anime, muito graças ao cenário de Tormenta, totalmente inspirado no gênero. Desde que vi a versão final do Tormenta20, comecei a me questionar o que fazia uma aventura de anime ter um feel de anime, por isso eu decidi tentar organizar todas elas na forma de uma postagem. Espero que vocês curtam assim como eu curti escrever.

6 de janeiro de 2014

Mini Cenários #9 - Spirit Stones


Olá pessoal! Muito tempo que não escrevo por aqui não é? Achei que ao me formar, teria mais tempo para escrever e me dedicar a outros projetos. A grande verdade é que me formei e parei de achar graça em um monte de coisas que eu curtia antes. Uma dessas coisas é o RPG.

Talvez seja pq meu foco agora é outro, talvez sejam alguns problemas particulares que estou passando, talvez até seja esta uma consequência natural de eu ter me graduado. Não sei ao certo. Por conta disso, resolvi tentar escrever um artigo no blog, para quem sabe resgatar um pouco o ânimo que eu tinha com RPG.

Comecei a jogar Spirit Stones muito por causa do trabalho. Acabei gostando bastante da experiência de jogo, da arte e das mecânicas que ele tem. Entretanto, achei a história do jogo muito fraquinha. Por isso, resolvi fazer a minha releitura da história, como sempre, tentando explorar os conceitos existentes e minhas cartas preferidas. Espero que gostem.

See ya o/

1. A origem do continente de Brikeaz

No planeta de Dulaz, Onius, o deus todo poderoso, criador de três sistemas solares, teve dois filhos. O mais velho era chamado de Jue, um guerreiro com personalidade rígida. Ele era muito habilidoso em combate. Seu irmão mais novo se chamava Aegis. Ele era generoso e tinha uma mente afiada para a política. Vendo esta habilidade em seu filho, Onius o tornou Deus de Dulaz. Enquanto isso, Jue se tornou o Juiz Supremo, presidindo sobre todo o sistema solar.

Um dia, enquanto visitava Dulaz, Jue percebeu que os humanos estavam construindo uma torre gigante para venerar Aegis. Cansado do avanço da tecnologia humana em detrimento dos recursos naturais, Jue acreditou que a torre deveria ser destruída. Aegis, entretanto, não quis punir os humanos destruindo uma estrutura que estava sendo construída em sua homenagem. Por causa deste choque de opiniões, Jue saiu do planeta deixando um aviso a todos: Caso os humanos de alguma forma violarem os domínios dos deuses, Jue destruiria o planeta.

Durante muito tempo, os humanos construíram mais torres em homenagem a Aegis, que por sua vez, os amava cada vez mais. O amor de Aegis pelos humanos cresceu tanto que ele quis dividir seu conhecimento divino com todos eles. Dessa forma, a medida que se tornavam mais sábios, os humanos queriam se tornar divindades, criando outros humanos no processo como fizeram os antigos deuses a muito tempo.

Jue testemunhou a ação dos humanos através dos olhos de seu irmão e rapidamente destruiu Dulaz. Um pouco antes da destruição do planeta, Aegis protegeu alguns pequenos continentes com suas mãos e fugiu para os limites do Sistema Solar. Enquanto observava o planeta se transformar em poeira, Aegis chorou lágrimas de tristeza e raiva ao mesmo tempo. Ele criou uma atmosfera ao redor dos continentes restantes e fez com que eles pudessem descrever uma órbita ao redor do sol.

Aegis, guiado pela fúria por ter perdido seus amados humanos, atacou Jue. A batalha entre os irmão destruiu quase a metade de 3 sistemas solares. Quando Onius ouviu falar da briga, ficou furioso com seus dois filhos. Jue foi banido para o buraco negro que restou depois da destruição de Dulaz. Aegis perdeu todos os seus poderes divinos, tornando-se um humano comum, e foi condenado a viver no que sobrou de Dulaz pelo resto de sua vida.

Embora tenha perdido seus poderes divinos, Aegis ainda conseguia lembrar-se do amor que sentia pelos huymanos, e passou o resto de sua vida com eles. Depois de sua morte, Aegis retornou ao seu pai, Onius.

Enquanto isso, Jue não conseguiu aguentar a tortura de permanecer no buraco negro e foi sugado para sempre. Antes disso, porém, seus sentimentos de ódio e ressentimento começaram a se materializar e tomar forma no buraco negro. Esta figura continuou a crescer mais e mais…

Pensando que seu filho havia morrido, Onius, cheio de dor e pesar caiu em um sono profundo. Reza a lenda que Aegis se casou com uma mulher humana no que sobrou de Dulaz, e teve uma filha. Os pedaços restantes de Dulaz mais tarde ficaram conhecidos como “o continente de Brikeaz” (Birke av Isis, “Fragmento de Aegis”, na lingua local), e diversas civilizações nasceram e cresceram nele.

2. A Crise no reino de Dulaz


Dulaz foi o quarto reino a unificar todo o continente de Brikeaz. O nome do reino foi baseado na lenda do planeta Dulaz, conhecida por todos. Em Brikeaz, existem 7 tribos maiores e 20 tribos menores, cada uma com cultura e costumes próprios. Juntos, elas conseguiram criar o período mais próspero de toda a história de Brikeaz.

Civilização e ciência se desenvolveram simultaneamente. Em especial, a Magia e a Alquimia se desenvolveram bastante nesta era. Depois de 500 anos da unificação do continente através do reino de Dulaz, houve a maior de todas as crises, com um longo eclipse solar que levou a uma mudança na atmosfera. Com a população em desespero, rebeliões e guerras começaram a surgir.

Os descendentes de Judah, governantes do reino anterior à unificação do continente, enxergaram neste caos uma oportunidade de ressurgir e retomar seu reino como ele era antes. Através de ruinas antigas conhecidas como Helvete’s Gate, eles tentaram invocar criaturas do submundo e utilizar seu poder para vencer a batalha. Utilizando o poder do Helvete’s Gate, os descendentes de Judah conseguiram reviver Kras, um antigo e poderoso demônio. Porém, Kras era mais forte do que os descendentes de Judah esperavam, e acabou fugindo totalmente do controle até dos mais poderosos demonologias. Kras assassinou todos logo após ser invocado.

A destruição de Brikeaz era a única coisa que Kras tinha em mente, pois todo o seu poder veio diretamente de Jue. A vontade do deus morto se materializou no demônio, fazendo com que a destruição fosse a única coisa que lhe atraía o interesse. O maior poder/habilidade de Kras é controlar todos os monstros do continente de Brikeaz, utilizando-os para atacar o mundo dos humanos.

Após ser derrotado inúmeras vezes, e ver a brilhante civilização humana começar a ruir por causa de Kras, o imperador percebeu que somente com a ajuda das Spirit Stones, lendárias pedras mágias, é que a civilização conseguiria escapar de um final trágico. Com o objetivo principal de derrotar Kras, a princesa convocou todas as tropas do continente para buscarem as 12 Spirit Stones, com o objetivo de canalizar o poder do deus antigo Aegis.

Entretanto, antes de ser invocado, Kras já sabia sobre as Spirit Stones. Ele ordenou a diversos monstros que procurassem as pedras pelo mundo também.

3. As Spirit Stones


A lenda das Spirit Stones começca assim: Um pouco antes de morrer como humano, Aegis descobriu que seus poderes divinos ainda existiam em seu corpo, selados pelo poder de seu pai. Temendo que após sua morte, estes poderes fozem utilizados por pessoas indignas, Aegis pediu ajuda para Cruella, a Maga Mestra. Ela utilizou sua poderosa magia para selar os poderes divinos de Aegis em 12 pedras mágicas. Ainda, Cruella lançou um feitiço de proteção em cada uma das pedras, tornando-as indetectáveis com magia comum e selando os poderes das pedras.

Dessa forma, apenas os mais valorosos guerreiros poderiam libertar e controlar os poderes divinos.

4. Personalidades de Brikeaz

Leona

Leona é uma lendária caçadora de dragões. Ela viaja por todo o continente em busca das Spirit Stones. Ela acredita que se encontrar uma ou mais pedras, poderá se aposentar como aventureira.

Ela é muito habilidosa e consegue usar basicamente qualquer tipo de arma. Dizem as lendas ainda que ela não é capaz de sentir medo.


Fiona

Fiona é a irmã mais nova de Leona. Ela se alistou e conseguiu se entrar para a ordem dos Cavaleiros do Reino. Ela tem o objetivo pessoal de ser a melhor mulher cavaleiro que já existiu. Seus companheiros de batalhão costumam chamá-la de Tempestade Negra de Dulaz, por causa do grande poder de sua espada.

Roen

Roen é a neta de Cruella, a Maga Mestra, e é uma das mais respeitadas magas de todo o continente de Brikeaz. Há muito tempo, sua avó previu que Roen seria "a luz de Brikeaz durante a escuridão". Nem ela mesma sabe o que isso quer dizer.




Summer Queen

No passado, Summer Queen trabalhava como Arquimaga do Palácio Imperial. Porém, ela foi expulsa do palácio e da cidade sob acusação de traição, por estar "negociando com demônios". Nada foi oficialmente provado.





Jean

Durante suas viagens, Leona, a aventureira encontrou uma pequena garota-demônio nas fronteiras de uma planície vulcânica de Brikeaz. Sentindo grande poder na garota, Leona a deixou com sua amiga Summer Queen para ser treinada e educada nas artes mágicas. Alguns membros do palácio não observaram isso com bons olhos...



Kyle

Kyle sente vergonha porque alguns de seus irmãos elfos se aliaram ao demônio Kras. Ele acha que essa foi uma atitude de puro medo e fraqueza de seus irmãos. Por isso, Kyle se aliou aos Humanos, como uma forma de resgatar o orgulho de sua raça e mostrar aos seus irmãos qual é o caminho correto.




Wallace

A tribo Tai é um povo que vive nas planícies vulânicas de Brikeaz. É considerada uma tribo de guerreiros exímios. A origem da força da tribo Tai vem do fato de que cada membro dela compartilha seu sangue com um dragão antigo. Eles costumam dizer que são Irmãos dos Dragões.
Wallace é considerado o melhor de todos os Irmãos dos Dragões que surgiu nos últimos 1200 anos.


Kryuzen

Kryuzen é o guardião da tribo Tai. Muitos o consideram o dragão mais temido de Brikeaz. Ele na verdade é um dos poucos dragões que não ouviram o chamado de Kras para enfrentar os humanos, por considerar este o pior tipo de desonra que um dragão pode carregar.

Kryuzen é um dragão muito antigo, mas, até pouco tempo jamais tinha feito um pacto de sangue com nenhum humano. Até o dia em que Leona, a caçadora de dragões o desafiou para uma disputa. Por não ser integrante da tribo Tai, todos duvidaram que ela seria mesmo capaz de derrotar Kryuzen, mas ela conseguiu. Por causa disso, o dragão realizou o pacto de sangue com a caçadora, tornando-se irmão e parceiro de combate inseparável dela. Ele acredita que lutando ao lado de uma pessoa tão habilidosa e valoroza, ele conseguirá resgatar o orgulho e a honra de todos os dragões.

17 de janeiro de 2013

Review #18 - Ledd


Olá queridos 1d4-1 leitores! O blog começou a ficar parado de novo, não é? Então, o maravilhoso mundo da greve acabou, bem como o fantástico mundo das férias. Dessa forma, meus horários disponíveis estão quase nulos. Mas, como prometi no começo da minha volta, vou tentar sempre arrumar um tempinho nem que seja pra postar um ou dois parágrafos com algum tipo de conteúdo. E hoje, especificamente, trago um material especial por dois motivos: Primeiro, porque envolve um cenário que eu curti MUITO na minha adolescência, o cenário de Tormenta, e Segundo porque é o trabalho de um amigo meu e companheiro de grupo, o desenhista Lobo Borges. E aí? Vamos lá?

Ledd



Ficha Técnica
Formato: Digital e Paperback
Estrutura: Capítulos com esporadicidade não definida e volumes especiais com 4 capítulos de 24 páginas em média
Autores: J.M. Trevisan e Lobo Borges
Editora: Jambô
Lançamento: Novembro de 2011
Preço: 19,90 cada volume ou 29,90 os dois primeiros na promoção

Talvez a melhor maneira de começar a falar de Ledd é dizendo que ele é uma iniciativa de se produzir quadrinhos para o mercado nacional em um formado que nunca tinha sido explorado de maneira comercial: Publicação online gratuita seguida de publicação impressa. Não tenho dados concretos para dizer o quão bem-sucedida esta iniciativa foi, mas posso afirmar que se tivemos 2 volumes publicados com o terceiro já em processo de produção, com certeza a editora Jambô atingiu suas expectativas.

Ledd traz um roteiro repleto de clichês, tanto de mangás quanto de aventuras de RPG, e conta a história de um garoto (O próprio Ledd) que se encontra na prisão mais temida do mundo e que ninguém conseguiu escapar. Ledd não tem a mínima ideia dos crimes que cometeu, na verdade, ele não faz ideia de nada em relação ao seu passado (e aí temos o primeiro clichê do personagem de RPG). O fato de não saber nada sobre seu passado, faz com que ele tenha apenas uma motivação para o futuro: Entender o que aconteceu.

Pois bem, na prisão de Hardoff (dentro do cenário de Tormenta), ele conhece Ripp, um mago muito legal que usa cabelos como componentes materiais para suas magias (E o segundo personagem mais legal de toda a série). Juntos, os dois conseguem bolar um plano e escapar da fortaleza, o que atrai a ira e desejo de vingança de vários soldados de Yuden (Soldados estes que possuem nomes de jogadores alemães de futebol). Durante sua fuga, Ripp e Ledd conhecem a "ladina" Drikka e o carismático Horlogh (O personagem mais legal de toda a série, um troll/ogre com black power e gordo o suficiente pra ficar entalado na própria casa).

A história até o volume 2 se desenrola com flashbacks/memórias dos personagens e momentos da própria fuga. Uma das grandes sacadas foi o fato de que Ledd recupera a memória cada vez que ele consegue se superar, tanto no sentido figurado quanto no sentido literal. A revista mostra o garoto derrotando (em um sonho ou delírio) um clone dele mesmo para recuperar suas habilidades de luta.

Engana-se quem pensa que os clichês tornam a série previsível. O segundo volume da série conta a história da origem de Drikka, que envolve um amor proibido e um grupo de caçadores de dragão onde cada personagem é mais estiloso do que o outro. Enfim, a graça de Ledd, até agora, não é o plot principal, nem mesmo o personagem que dá nome à série, mas sim, seus coadjuvantes extremamente carismáticos e que fogem dos padrões que vemos nas histórias em quadrinhos.

Não é porque conheço o desenhista que vou maneirar nas críticas. Lobo Borges faz um trabalho muito bom com a revista. O estilo de desenho de Ledd me lembrou muito o estilo do próprio Eichiro Oda, quando vejo Ledd, consigo visualizar facilmente a figura do Ruffy (nunca chamarei de Luffy) com outra roupa. Eu, particularmente, não sou fã dos desenhos da Erica Awano (e até acho que ela desenha razoavelmente mal as  cenas de ação), mas se compararmos HA com Ledd, em termos de Arte, a segunda está a anos luz de distância da primeira. Enquanto em Holy Avenger, a evolução da Awano é quase nula, em Ledd, percebe-se uma evolução a cada capítulo (e pelo prevíew do capítulo 10, o nível está superando alguns títulos de mangá de nível internacional).

Enfim, confesso que não liguei pra Ledd até ele chegar perto do quinto capítulo quando comecei a ler. Sempre curti o Trevisan como roteirista, desde a época da Dragão Brasil e da Só Aventuras, onde ele chegou a escrever alguns contos (e o meu preferido até hoje é o Son of a Gun) e aventuras. Em Ledd, percebe-se um pouco da inexperiência dele dentro do nicho do mangá, entretanto, é perceptível também o quanto ele tem estudado, tanto por causa dos clichês que ele tem utilizado, quanto por conta de algumas soluções de roteiro e até mesmo personagens.

Se me perguntarem se eu recomendo Ledd. a resposta é um grande SIM! Eu consegui os meus volumes autografados com o próprio Lobo, e digo que estão na minha prateleira de artefatos colecionáveis neste exato momento.

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