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20 de dezembro de 2012

Mystara #12 - Os Cinco Condados




Olá galera! Hoje é dia de Mystara =D

Desde que voltei a publicar o blog, uma das coisas que mais me motivaram foi continuar com este projeto que quase ninguém lê, mas que me dá uma alegria imensa em fazer! Mystara é meu cenário preferido de todo o D&D, é uma pena que ele tenha sido tão esquecido pelos autores, sendo completamente ignorado por causa do Trio de Ferro: Forgotten, Dragonlance e Dark Sun.

Pra comemorar o lançamento do filme do ano, O Hobbit, segue o reino de Cinco Condados (Ou Five Shires, no original).


Os Cinco Condados




Geografia



Esta é a terra dos baixinhos (ou, como são conhecidos pelos outros, Halflings). O mapa dos Cinco Condados é mais ou menos triangular, situados na costa sul do continente e delimitado por Karameikos ao leste e Darokin ao norte e oeste. É uma terra bastante rica, coberta de campos, montanhas e florestas. Três rios maiores cruzam os Condados do norte até o mar. A borda noroeste é delimitada pelas Cruth Mountains.

Como o nome diz, o reino é dividido em Cinco Condados. Ao extremo norte fica o Condado Alto (Highshire), que é o mais selvagem e menos povoado. Ele traz dois tipos básicos de relevo: ao norte, a parte mais alta das Cruth Mountains, ao sul, montanhas menores e florestas. Por ser basicamente uma terra rochosa, a sua principal atividade é a mineração. Condado Leste (Eastshire), na borda leste do reino, é mais colonizado e coberto de ricas fazendas e terras férteis. A sudoeste de Condado Alto está o Condado Central (Heartshire). Este condado é formado basicamente por montanhas ao norte e fazendas ao sul e, antigamente, foi a central de mineração de todo o reino. Ao sul de Condado Central está o Condado Costeiro (Seashire), que é  o maior e mais povoado de todos. Formado basicamente por terras de planície, está quase que completamente coberto de florestas ou pequenas elevações de terra. Este condado ainda contém três portos diferentes, onde um deles se localiza em Shireton, a capital do reino. A sudoeste do reino está o Condado Sul (Southshire). Segundo a lenda, esta foi a primeira área colonizada de todo o reino. A maior parte de suas terras é composta por fazendas.


História


A terra-natal dos baixinhos é desconhecida. O que se sabe é que os baixinhos chegaram a esta região há cerca de 2 milênios, evento que ficou marcado na história como "A chegada dos Pequenos", e é o começo de sua história. Eles viveram pacificamente por alguns séculos até que foram atacados e conquistados por povos como orcs (principalmente) e anões. O que é mais interessante é que os pequeninos sempre conseguiram superar seus conquistadores e declarar independência, vivendo durante alguns poucos anos em paz e sendo conquistados novamente pelo próximo povo atacante. A grosso modo, cerca de 1500 anos atrás, os vários invasores foram repelidos do reino e a estrutura atual de governo se formou. Desde então, os Condados têm vivido um período de paz, enfrentando apenas alguns esporádicos ataques de orcs e alguns problemas pontuais com o Black Eagle Barony (Baronado da Águia Negra).


O Povo


A maioria dos não-baixinhos tende a enxergá-los como inocentes, infantis, alegres e ingênuos. Entretanto, aqueles que conhecem de fato os baixinhos sabem que a verdade é bem diferente. A visão comum tem um pouco de de verdade, os baixinhos tendem  a ser alegres e bastante dispostos se comparados com outras raças. Porém, apenas alguns poucos podem ser chamados de ingênuos. Na maior parte do tempo, os baixinhos são curiosos, inquisitivos e honestos.

Os pequeninos ainda possuem uma reputação ingrata de roubos e travessuras. E essa reputação vem justamente dos yallara, baixinhos que saem de casa para explorar o mundo. Na verdade, quase todo baixinho já teve um período de yallara em sua vida. É interessante salientar que o costume de praticar pequenos furtos e travessuras está presente mais entre os baixinhos mais jovens e inconsequentes, sendo repugnado pelos mais tradicionalistas.

Os baixinhos transmitem suas histórias e tradições através de música e trova. A maioria das obras dos baixinhos é composta por contos de ficção, entretanto, algumas de suas músicas e poesias mais famosas estão recheadas de informações sobre tradições locais e conhecimento de sua sociedade.
A sociedade dos baixinhos é baseada em clãs. Quase todos os que habitam os Condados pertecem a um dos Hundred Clans (Clãs que fundaram o reino), exceto por uma pequena minoria que nasceu fora das terras dos condados. Para um baixinho, o clã é o foco e o objetivo de suas vidas. Nenhum baixinho é capaz de ameaçar ou ferir um membro de mesmo clã sob qualquer circunstância. Cada clã possui um território próprio dentro dos condados.

Por fim, existem alguns não-baixinhos que habitam os Condados. A maioria é formada por humanos, elfos e anões, que atuam como mercadores ou fazendeiros.


Governo e Religião


Um xerife comanda cada Condado. Qualquer baixinho pode se candidatar a xerife, passando por um processo de investigação feito pelos outros xerifes, caso seja considerado apto para assumir o cargo, ele é então eleito. Os atuais xerifes de Cinco Condados são: Jaervosz Dustyboots de Condado Costeiro, Multhim Greybeard de Condado Alto, Maeragh Littlelaughs de Condado Leste, Delune Darkeyes de Condado Central e Sildil Seaeyes de Condado Sul.

Os xerifes são responsáveis por supervisionar os territórios e cuidar da justiça em cada um deles. Cada xerife possui deputados conhecidos como Krondar, que atuam como policiais, mensageiros e guarda-costas. Os xerifes podem julgar e sentenciar qualquer criminoso. Criminosos também podem ser julgados por seus Mestres de Clã (Clanmasters - caso seus crimes sejam cometidos contra o próprio clã), que são responsáveis por qualquer julgamentos e punições que precisem ser aplicados.
Religiosamente, os baixinhos seguem os High Heroes, e os imortais Nob Nar, Coberham Shadowlint e Brindothin. estes imortais são virtualmente desconhecidos pelos não-baixinhos, e quaisquer outras religiões praticadas pelos baixinhos, caso existam realmente, são totalmente desconhecidas.

12 de setembro de 2008

Sidequest #13 - Nomes de Personagens de RPG


Olá pessoas que visitam este blog quase abandonado! Arrumei um tempinho esta semana para falar de um assunto que algumas pessoas acham legal, outras têm enorme dificuldade no tema (não é Evandro?). O que muita gente concorda é que inventar o nome de um personagem pode ser a pior parte de se fazer uma ficha, por ser a parte mais difícil.

Você já deve ter se pegado olhando vários livros a procura de um nome ideal para aquele seu guerreiro que usa duas espadas gigantes. Este é realmente um momento importante, pois o nome de seu personagem definirá como ele será conhecido nas canções dos bardos. Como será chamado por seu povo, caso se torne Rei. Em resumo, um momento de imensa importância.

Vou tentar, por meio deste artigo, dar algumas dicas de como se podem inventar nomes, ou quem sabe usar um nome já pronto, para que sejam os mais adequados para seus personagens de RPG, seja qual for o sistema.

O Óbvio é bom, mas só no começo



Um dos meus primeiros personagens de RPG (e de AD&D) foi um pequenino halfling. Na época eu ainda não tinha lido "O Hobbit", conhecido como "Antigo Testamento Nerd" e livro que introduz o universo de J. R. R. Tolkien. Não, meu halfling não se chamou Bilbo, mas sim Oblib (XDDDD). Depois do pequeno Oblib, eu joguei com magos chamados Merlin e guerreiros chamados de Conam.

É extremamente compreensível que jogadores em seu início de carreira se utilizem deste tipo de macete. Se é complicado para um jogador experiente criar um bom nome, imagine você um cara que mal leu o Livro do Jogador, totalmente sem referências das várias mídias adequadas ao RPG.

Mesmo assim, estes exemplos representam a primeira dica do que NÃO se deve fazer. Evitar usar nomes de personagens famosos é fundamental. Se o seu objetivo é fazer com que seu personagem se torne memorável, lembrado por eras, um nome famoso provavelmente irá ofuscá-lo.

Este tipo de idéia só vale a pena justamente quando sua intenção é fazer com que seu personagem seja confundido com sua contraparte famosa. Talvez seja divertido jogar com um mago derrotado em Forgotten Realms chamado de Elminster. Ou quem sabe um neófito Caitiff chamado de Caim. Com um bom background pode-se dar muitas idéias boas ao mestre seguindo este tipo de conceito, porém, é plausível que não se utilize desta tática por muitas vezes consecutivas. O velho Oblib ficou para trás há quase dez anos, no meu caso.

Uma alternativa para quem gosta de procurar inspiração em livros ou filmes é procurar nomes de coadjuvantes ou apelidos menos conhecidos dos personagens principais. Como é citado no Hero Builder's Guidebook, qualquer um seria capaz de reconhecer os nomes Gandalf e Saruman, retirados obviamente da Bíblia Nerd. Porém, dificilmente reconheceriam Curunir e Olorin (Outros nomes poucos conhecidos para os dois magos). Da mesma forma, poucas pessoas se lembrariam de Zula (A guerreira de Conam: O destruidor), o mercenário Madmartigan (personagem interpretado por Val Kilmer, em Willow na Terra da Magia), ou Chukha-Trok (O grande guerreiro Ewok de Caravana da Coragem).

É interessante também evitar a todo custo nomes do tipo "comédia", que possam ser usados como piada freqüentemente por aqueles jogadores mais chatos durante a aventura. No início pode ser legal ter um bárbaro usado João Grandão, um ranger chamado Holly Wood ou um anão alcoólatra chamado Bud Weiser, mas é muito improvável que a piada continue engraçada uns dez níveis depois... E por mais épico que você seja, quem é que vai respeitar um aventureiro com um nome tosco?

Exotismo é necessário



Os mundos do RPG são lugares fantásticos com lugares diferentes, raças diferentes, culturas diferentes que falam línguas diferentes. Como seria de se esperar, estes aspectos refletem os nomes daqueles que habitam estes mundos. Por via de regra, quanto mais exótico o nome, mais acentuado o sentimento de estranheza que permeia o ambiente onde ocorre a aventura, muito diferente do nosso.

Uma alternativa bastante interessante é procurar nomes estrangeiros. O idioma mais comum para este tipo de coisa é o inglês. Embora alguns nacionalistas chatos de plantão costume torcer o nariz, existe uma razão para isso. Quando se pensa tanto em RPGs medievais quanto no período histórico, a primeira língua que vem à mente é o inglês, justamente pela importância das nações de origem saxônica nessa época. É de origem saxônica também, grande parte da mitologia que envolve o RPG de fantasia medieval. O inglês também está intimamente ligado ao universo da sua diversão favorita graças à grande influência norte-americana nesta área, afinal, é de lá que vem os livros que você usa para jogar. Assim, embora nomes como Sean Ausland ou Derek Nesmith não sejam propriamente os mais exóticos do mundo, ainda conservam o distanciamento necessário para se qualificarem como boas alternativas.

Durante muitos anos a lista de agradecimentos e playtesters do Livro do Jogador da segunda Edição de Dungeons & Dragons (o falecido AD&D) foi muito popular entre os jogadores na hora de batizar seus personagens. É um método fácil, que consiste basicamente em misturar um nome e um sobrenome à procura de algo novo. Muitas de minhas invenções para contos, jogos ou para o material que viria a se transformar em aventura, obedeceram e ainda obedecem este método. Alguns exemplos são Florin, Elsia e o Anel Negro.

É possível ir ainda mais longe (literalmente!), evitando nomes comuns demais como Michael, John ou algo do gênero. Pode-se procurar nomes antigos, arcaicos, populares em outras épocas, mas em desuso atualmente. Nomes do tipo: Galfrid, Hugone, Jok e Gouen para homens, e Amicia, Oliue ou Sibilla, no caso das mulheres, foram usados na província inglesa de Yorkshire por volta do ano de 1379 (http://www.s-gabriel.org/names/talan/yorkshire/yorkshiref.html). Piers, Mayhew, Gyles, Bertram e Ranlyn são exemplos de nomes ingleses do Século XV (http://www.s-gabriel.org/names/arval/agincourt). Todos estes e até algumas variações dos mesmos serviriam para personagens de qualquer cenário de fantasia (E até mesmo para algumas aventuras de Vampiros ou ficção científica).

É mais interessante ainda procurar exemplos muito afastados de nossa cultura. Países que são muito distantes, com línguas de outra origem que não o Latim podem servir como inspiração. Nomes finlandeses, por exemplo, tem uma sonoridade muito divertida e muito diferente da que estamos acostumados e geralmente causam estranheza (http://sci.fi/~kajun/finns). Sirka Hämäläinen (para mulheres) e Jarkko Ahokainen (para homens) são bons exemplos (e divertidos também =P).
Outra língua interessante quando se trata de nomes curiosos é o gaélico, da região das Ilhas Britânicas que é o idioma oficial da Irlanda (Juntamente do inglês). Sua sonoridade quase cantada e o fato de estar sempre relacionado com antigas lendas sobre fadas e outras criaturas míticas, fazem de nomes criados nesta língua ótimas escolhas para personagens medievais diferentes. Tiernach, Maél-Tuilli, Amalgaid, Cáirthenn e Báetán são nomes típicos de lá.

Outra grande vantagem de se usar referências idiomáticas é aproveitar o significado das palavras para enriquecer mais ainda o seu personagem. Nomes antigos possuem significados bastante interessantes, muitas vezes até vinculados à Era Medieval, o que facilita ainda mais o serviço. Outra alternativa é procurar palavras com significados ligados ao seu futuro aventureiro através de um dicionário especializado (há sites que fazem o mesmo serviço, basta procurar, mas uma dica é o (http://dictionary.com), e a partir daí, formar o nome que você deseja. Assim, o bom e velho Oblib poderia se chamar Dóid Aoine, que numa tradução do Gaélico e com muita boa vontade pode significar "Mãos Ligeiras".

Como até mesmo um idiota poderia perceber, a Internet é uma fonte INESGOTÁVEL para este tipo de consulta. Basta procurar rapidamente pelo Google para encontrar listas e mais listas de nomes tipicamente usados nos mais variados países. Os exemplos que foram apresentados neste artigo, não são os únicos nem os mais adequados para o seu personagem. É provável que você vá preferir algo russo ou africano, ou quem sabe germânico. Basta procurar direitinho (tentei postar alguns endereços ao longo da matéria, para ser um bom ponto de partida).

Na Dúvida, Invente



Enquanto algumas pessoas preferem usar referências tomando nomes vindos de outros países, mídias ou outras fontes. A maioria das pessoas prefere inventar tudo do zero. A idéia é aparecer com um nome novo, inédito e único, tanto na história da sua mesa quanto no mundo em que você vai se aventurar. Este é um procedimento normal, muito utilizado por jogadores com experiência e conhecimento do cenário em que jogam. Porém, antes que você comece a olhar para o seu teclado, procurando a letra que será a inicial mais simpática, vou tentar dar algumas dicas específicas.

SONORIDADE: A menos que você tenha escolhido algumas das minhas opções de nome exótico ou alguma outra tenha chamado sua atenção pela internet ou em livros, é importante prestar atenção na sonoridade do nome que você vai escolher.

Alguns jogadores (E mestres também...) são preguiçosos por natureza (Eu que o diga...). Não vai servir pra nada você quebrar sua cabeça para inventar um nome complexo como Glitromarnick se o resto do grupo vai passar a campanha inteira te chamando de "Guerreiro". Justamente por isso, às vezes, é bom facilitar as coisas para as duas partes e manter a simplicidade (sem perder a originalidade). Nomes simples e únicos como Geeb para um halfling, ou quem sabe Arion para um paladino, oferecem bem menos dificuldades.

No caso do uso de sobrenomes, é interessante evitar iniciais iguais a ultima letra do primeiro nome (como Alliane Erolin ou Darin Noron). É natural que as letras acabem se fundindo na pronúncia, o que pode confundir e atrapalhar, fazendo com que o nome que você inventou perca totalmente o significado.

SOBRENOMES: O uso de sobrenomes acaba deixando o nome de seu personagem mais completo, sofisticado. Além do que, em termos de background, significa que ele tem (ou teve) uma família reconhecida, o que por si só já deve gerar vários plots para serem usados tanto por você quanto seu mestre (o que não vem ao caso agora =P).

É interessante analisar algumas referências na hora de criar seus próprios sobrenomes. No Europa, o uso de sufixos e prefixos muitas vezes indicava (e em alguns casos ainda indica) algum foto histórico ocorrido na família ou grau de hereditariedade. O caso mais conhecido talvez seja o prefixo Mc ou Mac entre os escoceses, que significa "filho de ...". Assim, o ator Ewan McGregor, caso tivesse nascido nos antigos tempos de seu país, seria "Ewan, o filho de Gregor". Outro exemplo com o mesmo significado ocorria no Inglaterra, onde se acrescia a letra "s" ou a palavra "son" (filho), como em Willians ou Davidson.

Existem sufixos com outros significados, como a palavra "kin", que era usado com a função de diminutivo (como em Perkin - pequeno Peter - ou Wilkin ­pequeno Willian). Estes termos também podem ser usados para indicar algum defeito ou característica que de alguma forma seja vergonhosa. Um exemplo conhecido é "Fitz" (originário do francês "fils" - que quer dizer "filho"), antigamente utilizado na Inglaterra para indicar ilegitimidade. Deste modo, o sobrenome Fitzroy, por exemplo, queria dizer na verdade "filho ilegítimo do rei" (do original "fils de roi").

Considerando que em fantasia medieval, o idioma comum normalmente difere do idioma que falamos no mundo real, você também pode criar seus próprios prefixos e sufixos, usando os exemplos apresentados como base. Por exemplo, em eu mundo, o prefixo Ark’ no sobrenome pode significar “Neto de ...” ou o sufixo ‘Tar demonstre que o personagem veio de um determinado local ou seja descendente de alguma tribo específica.

TÍTULOS E APELIDOS: Existe um modo de mesclar a simplicidade com a pompa no mesmo nome. Trata-se do uso de títulos de nobreza. Existem, no entanto, exceções, mas boa parte dos nobres é conhecida por seu título seguido de seu respectivo sobrenome.

Embora seu nome completo já tenha sido apresen­tado algumas vezes, todos se lembram do mais mortífero Death Knight (Cavaleiro da Morte, no velho Monstrous Manual da Abril) de Dragonlance apenas como Lorde Soth. E o que dizer do vampiro mais famoso do mundo, o Conde Drácula? Mesmo quando o nome é composto, a opção pela simpli­cidade ainda permanece. O mesmo pode ser feito com o seu personagem (sempre com a tradicional explicação no background, é claro).

Apelidos também são bastante populares, princi­palmente ocupando o lugar aonde normalmente viria um sobrenome. O ideal é basear-se em alguma característica bem marcante do seu personagem, algo que o destaca dos outros. Assim, se seu bárbaro é um gigante ruivo de dois metros, talvez você possa chamá-lo de Karthak, o Vermelho (ou Karthak, the Red, caso você goste mais de termos em inglês). Ou talvez o apelido represente um talento exagerado em alguma coisa, ou o falta de modéstia do dono da alcunha. Como exemplo, podemos usar um gnomo ilusionista que insiste em se intitular Durilidd, o Magnífico.

Em determinados casos, o apelido pode fun­cionar como uma maneira de humilhar ou depreciar alguém em razão de um precon­ceito ou de uma desvantagem pessoal. É o caso de Tanis Meio-Elfo, de Dragonlance, que é assim chamado justamente por não ser aceito como igual nem entre os elfos e nem entre os humanos.

MODELOS: Após décadas de desenvol­vimento do gênero Fantasia Medieval atra­vés de romances, filmes e RPGs, é comum que se criem algumas leis ou regras infor­mais. Coisas do tipo a presença de orcs, a antipatia entre elfos e anões, magos entre outras coisas. Boa parte delas veio da grande “Bíblia Nerd” conhecida como O Senhor dos Anéis (Afinal, Tolkien é o pai, Rhapsody é o filho e o Iron Maiden é o Espírito Santo...). Com nomes acontece algo semelhante, basta observar com calma os principais cenários de RPG para perceber. Com base nisso po­demos fazer um traçado geral que deve facilitar bastante na hora de, por exemplo, criar persona­gens não humanos.

Ter em mente que os nomes, em geral, baseiam-se nas características psicológicas da raça, já é meio cami­nho andado. Elfos são um povo gracioso, dedicados à arte e magia, certo? Assim seus nomes são geralmente compostos por letras que dão um sentido quase musical à palavra, como t, l, a, s, h, n, e, i. Ex: Lauranathantalasa, a princesa do reino élfico de Qualinesti em Dragonlance.

Já os anões formam um povo rústico, fechado, sisudo e guerreiro. As principais letras usadas são as mais fortes, com som ressonante coma d, h, e, o, m, n, g. Seus sobrenomes refletem sua paixão pela batalha ou pelo trabalho, sempre ligado a seus instrumentos ou algo do gênero. Ex: Thogar Hammerhead, Regente de Doherimm, o reino anão de Tormenta.

Goblinóides são monstros de cultura tribal e mili­tar, brutos e violentos. Justamente por causa disso, seus nomes usam letras com sons ríspidos, formando quase um rosnado como g, h, r, k. Seus sobrenomes lembram os dos anões, seus grandes inimigos, mas em geral servem para exaltar alguma qualidade ou mérito capaz de assustar seus adversários. Ex. Ghurrar Darkblood, típico hobgoblin.

Não é difícil decifrar as regras por trás das outras raças típicas de mundos medievais. É bom também não se esquecer que cada cenário pode ter regras diferentes (Star Wars, pode não ser medieval, mas tem um método particu­lar para os nomes de personagens). É só ficar atento aos nomes de NPCs, locais e outras coisas no processo de familiarização com seu cenário de campanha. O resto é fácil.

21 de julho de 2008

Review #1 - Senhor dos Anéis RPG

Olá aventureiros! Para estrear (e quem sabe não parar) o blog, hoje eu trago um review sobre RPG. Não conheço muitos blogs que o façam, inclusive, se você conhece algum, trate de me indicar para que eu possa linká-lo. Bem, vamos aos trabalhos.
Ficha Técnica Formato: 21,0 x 28,0 cm Estrutura: 304 páginas Capa: Capa dura, 4 cores, laminação fosca Miolo: Couché 90, 4 cores Guarda: Offset 150, 4 cores Autores: Matt Forberck, Steven S. Long, Christian Moore e John Rateliff
O Senhor dos Anéis – RPG

Como é de conhecimento da maioria dos RPGistas, a Terra média é a fonte de inspiração para quase todos os RPGs de fantasia medieval existentes. Embora os criadores de D&D neguem ter se inspirado em Tolkien para criar seu jogo, é notável várias semelhanças entre os cenários. Inclusive, no começo dos tempos RPGísticos, os Halflings seriam chamados de Hobbits, porém, por problemas de licensa, eles passara a se chamar Halflings mesmo.

Na época do lançamento dos filmes no mundo, várias empresas quiseram mamar um pouco nas tetas do sucesso e lançar vários produtos relacionados aos livros de Tolkien. Uma dessas empresas foi a Decypher, que criou o Lord of The rings – Roleplaying Game. Um jogo que não fez muito sucesso embora fosse muito bom.

Quando pegamos o livro, vemos que se trata de uma obra-de-arte. É simplesmente lindo! Absolutamente todas as páginas são coloridas, ricas em fotos do filme e desenhos oficiais. Pessoas que gostam de avaliar a arte das publicações (assim como eu. Será que existem?) vão tendo orgasmos para cada página virada. O papel é de excelente qualidade (Couché para as páginas internas e Capa dura com laminação fosca) e às vezes dá pena até de usar o livro para jogar.

O Módulo Básico apresenta tudo o que é mais necessário para se jogar na Terra Média. Começamos o livro com uma descrição d’O que é RPG, em seguida temos as tradicionais regras para criação de personagens, com conceitos bem claros e muitos exemplos para que o leitor não se perca. Logo depois o livro explica cada aspecto da ficha de personagem individualmente; temos um capítulo sobre as raças, classes, habilidades básicas, etc. Sempre com muitos exemplos.

O sistema de jogo é extremamente parecido com o D20 de Dungeons & Dragons. Lance 2d6 e some os modificadores positivos, se você atingiu a Classe de Dificuldade desejada, então você foi bem-sucedido no teste. Para os jogadores de D&D, a fichas realmente se parecem muito, há um campo para perícias na lateral direita, um campo para atributos no canto superior esquerdo e as descrições de habilidades ficam logo abaixo dos atributos.

O sistema é muito rápido de se aprender e, como o livro traz muitos exemplos, o jogador pode até mesmo selecionar o que deseja de uma lista na hora de fazer a ficha, caso esteja com pressa. Talvez o seu maior defeito seja a especificidade. Não se pode jogar outra coisa senão RPG de Senhor dos Anéis com ele. Somando isso ao fato do livro custar quase R$80 na época de seu lançamento, contribuíram para o insucesso do mesmo no Brasil e em outros lugares onde foi lançado. As pessoas não gostam de pagar caro por nada, especialmente em algo que possui um uso restrito.

No Brasil, o sistema teve alguns suplementos lançados pela Devir Livraria: Animais Cruéis e Mágica Prodigiosa, Livro de Referencias do Filme: A Sociedade do Anel, Mapas da Terra Média 1 e 2, Escudo do Narrador e Fichas Avançadas. Dá pra jogar uma vida inteira de campanhas na Terra Média sem que se esgotem as idéias.

A tradução está razoável, bem acima dos padrões da Devir que quase todos os RPGistas conhecem. A qualidade gráfica está impecavelmente igual à Americana, o que é um ponto absurdamente positivo. Somando-se tudo, vale realmente à pena adquirir esta belezinha pelo preço que ele custa. O livro é lindo, o sistema é fácil e agradável, e afinal, quem é que não gosta de Tolkien?

Por hoje é só, espero que tenham gostado, See ya! o/

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