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3 de agosto de 2014

Drops #1 - Alternativas às miniaturas


Olá pessoal,

Estreando um tipo de tópico que, acho eu, me permitirá postar coisas com mais frequência. Apelidado de Drops, estes posts tem como objetivo serem curtos e rápidos, para falar sobre assuntos diversos, relacionados ou não com RPG.

Pra estrear, decidi postar umas paradas divertidas que encontrei hoje pelo Shopping durante um passeio comum de domingo.





Trata-se de uma versão genérica da poderosa marca Lego, chamada de Kre-o. Fiquei meio surpreendido quando vi que os caras possuem licenciamento do D&D para fazer esse tipo de brinquedo ao mesmo tempo em que fiquei bastante feliz. Tendo em vista os preços que as miniaturas oficiais conseguem atingir e a versatilidade de um brinquedo de montar como esse, eu acredito que o Kre-o seja uma EXCELENTE opção para as mesas de jogo.

A marca também traz brinquedos com outras brands famosas, como Transformers, Tartarugas Ninja e Marvel Comics. E uma mensagem bem interessante estampada nas caixas: "Compatível com as grandes marcas". O que significa que você pode misturar seus Kre-o com os Legos velhos que você ou seus filhos possuem em casa, guardados em algum canto obscuro.

Por estas fotos, vocês podem observar um preço deveras salgado. Mas, fiz uma rápida busca pela internet e percebi que são realmente "Preços de Shopping", e que é possível fazer bons negócios na internet com valores muito menores sem muito trabalho. Comprando uns 2 ou 3 pacotinhos de Kre-o D&D mais uma caixa grande (daquelas com mais de 1000 peças) não se gasta mais do que R$200 e dá pra criar dungeons gigantescas, batalhas com hordas de inimigos  e ao mesmo tempo decorar sua estante de jogos com esculturas RPGísticas legais que estarão sempre mudando.


Edição do Post:

Depois de uma conversa bem legal no grupo de AD&D no Facebook, o Victor Portazio postou esse vídeo, que demonstra um pouco mais sobre a compatibilidade do Kre-o e das demais marcas de blocos existentes no mercado.


O vídeo mostra que elas são compatíveis entre si, com algumas ressalvas. O que são notícias muito boas para quem está afim de economizar um pouco e trabalhar a questão das miniaturas na mesa.

3 de dezembro de 2010

Sidequest #40 - Boas Aventuras = Conflitos e Maravilhas


Olá queridos 1d6+1 leitores do blog! Depois de um tempo concentrado nos trabalhos finais da Faculdade e também em algumas finalizações e sprints na Jynx, estou eu de volta com mais um artigo. Bem, na verdade ele poderia ter sido escrito antes, se eu não tivesse comprado um NintendoDS e... Ok, vocês entenderam.

Hoje eu trago mais um artigo da série "Game Design Teórico" chamado Conflitos e Maravilhas. Inspirado em um parágrafo da Dragon Magazine, e no livro Rules of Play de Eric Zimmerman, seguem aí os Parágrafos.



Conflito? Comofas?

Uma boa aventura de RPG, geralmente é um problema a ser resolvido por uma ou um grupo de pessoas. É aí que entra o Conflito. Um conflito é basicamente qualquer tipo de obstáculo que pode surgir durante a resolução de um problema. Imagine você uma boa aventura sem conflitos? Simplesmente não existe.

Vários tipos de conflito podem direcionar a história. Podem ser sociais (Um tirano que oprime uma população), guerras, intrigas (a imperatriz de um poderoso reino teme estar sendo traída por seu fiel Chanceler Palpatine... Oh wait), sobrevivência contra as forças naturais (O Tarrasque de volta à ativa), etc. Uma vez decidido o conflito, e onde ele ocorre, os jogadores poderão decidir se vão enfrentá-lo, fugir, ou contornar o perigo de outra forma.

Lembre-se que nenhum jogador é previsível. Imprevistos sempre acontecem, então o segredo é ser rápido no pensamento para que conflitos inesperados não acabem por estragar aventura, e também que os personagens não notem o conflito principal. É importante fazer com que todos os jogadores da mesa notem o conflito acontecendo, e se importem com ele.


E as maravilhas?

As maravilhas surgem na sua aventura sempre que os jogadores encontrarem algo pela primeira vez. Algo inétido para seus personagens ou para os próprios jogadores. Com o tempo, gerar mais e mais maravilhas para uma mesma campanha acaba ficando difícil. O segredo aqui é não soltar todas elas de uma vez.

Você deve proporcionar sempre as 'maravilhas' aos seus jogadores em momentos distantes uns dos outros. De forma a valorizar cada coisa nova que aparece. Quando se empilha uma maravilha em cima da outra, esta grande pilha de novidades tende a não prender a atenção de ninguem, e normalmente desviar o foco da aventura.


E como eu sei que algo é uma maravilha? Bem, o segredo das 'maravilhas' nas aventuras está em transformar o que é usual em algo extraordinário. Tente fazer com que aquilo que os jogadores estão acostumados a lidar, se torne algo totalmente novo. Talvez um vampiro seja algo comum e bem usual para um grupo de aventureiros. Mas um Spellweaver vampiro de 6 braços capaz de drenar 6 níveis por turno é uma coisa realmente diferente. Mas, veja bem, colocar uma 'maravilha' é diferente de apelar com NPCs. Uma coisa simples a se fazer é mudar os combates de local. Quem joga Golden Axe já deve ter se impressionado com aquele estágio que fica em cima de uma águia. Aquilo com certeza é uma 'Maravilha', e das grandes.


Finalizando

Pois é, como você já deve ter notado, criar uma boa aventura é algo que dá um pouco de trabalho mental e requer algumas horas de preparação. Porém, não é nada impossível e é totalmente factível (e até rimou).

Espero que essas palavras tenham sido de ajuda para algum mestre iniciante ou não, e espero estar agradando nesta nova fase do blog =D

Por hoje é só pessoal. See ya o/


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20 de novembro de 2010

Sidequest #37 - Mais Nomes para Personagens de RPG



Olá queridos 2d6+1 leitores deste humilde blog de RPG! Tem alguns meses que passei a fazer parte do Google Analytics, que é a ferramenta do Google que te ajuda a ver todos os dados relevantes do seu Site, ou, nom meu caso, do blog. Pois bem, depois de algum tempo de análise, percebi que o tópico mais visitado de todos é um que eu fiz quando este humilde blog ainda engatinhava pela blogsfera RPGística. O Post sobre Nomes de Personagens de RPG parece ser o preferido de toda a galera que me encontra no Google ou em outros sites de busca.

Portanto, decidi apresentar neste Post mais alguns métodos de criação de nomes que encontrei em revistas especializadas e também pela net, com algumas modificações interessantes que julguei adequadas ao texto.

4 de outubro de 2009

Review #13 - Night of the Vampire & Hail the Heroes

Olá pessoas! Estão começando a fofocar por aí que eu estou completamente devotado ao meu projeto de Pandius Brasil e me esqueci que este é um blog de análise de livros antigos também. Como eu disse em um post passado, comprei algumas aventuras da TSR para a minha coleção. Dentre elas, Hail the Heroes, aventura de Mystara bem legauzinha que vem em uma Boxed Set.

Outra aventura legal que eu ganhei foi a Night of The Vampire, que o meu pai trouxe lá dos EUA de presente quando voltou para o Brasil de vez (valeu papai). Como eu gosto de ler de que se tratam essas aventuras, eu vou tentar dar o feedback para vocês através deste Post. Espero que todos gostem. =D

See ya o/

Review

Antigamente, Mystara era o cenário genérico do 0D&D, mais conhecido como D&Dzinho. 90% dos livros e aventuras que não eram específicas de algum cenário, eram publicadas para o meu querido mundo de Mystara (Ou Know World).

Porém, com a decadência do 0D&D, e a necessidade da TSR de atrair novos jogadores, o sistema e o cenário sofreram reformulações pesadas, para serem mais tardes relançados. O 0D&D virou AD&D, e o cenário de Mystara foi apresentado como cenário para iniciantes através da caixa básica de First Quest (Que eu ainda estou trocando meu Rim em uma). Como complemento de FQ, a TSR lançou no mercado a caixa básica de Karameikos: Kingdom of Adventure (a qual eu possuo sete cópias e minha namorada tem mais uma).

Voltando suas atenções para os mestres iniciantes, a TSR lançou ainda uma série de pequenas aventuras distribuidas também em caixas para facilitar a vida de todos. Na linha de Mystara, as primeiras aventuras a serem lançadas foram HAIL THE HEROES e NIGHT OF THE VAMPIRE, simultaneamente no ano de 1994.


Ficha Técnica
Formato: Caixa Básica
Estrutura: CD de áudio em caixa plástica, Um mapa pôster totalmente colorido, um Livro de Aventuras de 32 páginas e 4 handouts da aventura
Autores: Tim Beach
Editora: TSR Inc.
Dimensões: 23,0 cm x 29,5 cm x 2,5cm
Páginas: 32
Ano de Lançamento: 1994
Preço de Capa: U$15,00


Hail the Heroes (Saúdem os heróis) - Esta aventura conta a história de um grande rei do passado que tornou-se um Imortal e ordenou a construção de um grande templo para guardar seu escudo mágico. O tempo passou e a relíquia ficou esquecida sob a poeira e as teias de aranha... Até agora. Os heróis devem participar de uma corrida contra grupos rivais para encontrar o valioso escudo mágico, percorrendo os corredores sombrios e cheios de armadilhas do templo perdido. E, para os vitoriosos, a história secreta de Mystara será revelada.

Esta é uma aventura de puro Dungeon Crawl, como quase todas as aventuras da TSR para iniciantes, mostrando que o AD&D é só porrada (Fui irônico, tá galera?).


Ficha Técnica
Formato: Caixa Básica
Estrutura: CD de áudio em caixa plástica, Um mapa pôster totalmente colorido, um Livro de Aventuras de 32 páginas e 4 handouts da aventura
Autores: L. RIchard Baker III
Editora: TSR Inc.
Dimensões: 23,0 cm x 29,5 cm x 2,5cm
Páginas: 32
Ano de Lançamento: 1994
Preço de Capa: U$15,00

Night of the Vampire (A noite do Vampiro) - Nesta aventura, os heróis são convidados a participar de um baile de máscaras para comemorar um importante casamento. Todos são bem-vindos pelo anfitrião Lord Gustav Vandevic a participar de uma noite de alegria e entretenimento. Mas, em certo momento, o Solar Vandevicsny torna-se um cenário de horror - e talvez nenhum dos heróis consiga escapar com vida.

Esta é uma aventura de horror gótico (ou emo) bem ao estilo de Ravenloft, com muitos vampiros e lobisomens, onde os jogadores deverão usar a cabeça muito mais do que suas armas.

Considerações Finais

As duas aventuras são recomendadas para 4 a 6 personagens entre o primeiro e o terceiro nível, mas qualquer bom mestre pode facilmente adaptá-las para níveis mais elevados, bem como, transcodificar o sistema First Quest para qualquer uma das edições do D&D. E isso realmente vale a pena, pois, embora as aventuras sejam voltadas para iniciantes, sua qualidade é tal que até mesmo jogadores experientes vão querer jogá-las, e até mesmo, mais de uma vez. Um dos pontos mais fortes de ambas as aventuras é o CD que as acompanha, com trilha sonora digital para ser usada durante as partidas. Além de musicas legais, os CDs trazem vozes dos personagens e efeitos sonoros para dar o clima que você precisa. Cada aventura tem indicações das respectivas faixas a serem tocadas em cada momento específico. E, como aconteceu com os discos lançados pela TSR, a qualidade é MUITO alta (batendo inclusive a qualidade dos CDs de Karameikos e First Quest).

Uma curiosidade para alguns, é que a Abril quase chegou a lançar as duas aventuras no Brasil, fazendo inclusive propaganda das mesmas nos antigos gibis da Marvel e nos seus encartes sobre RPG que vinham em seus livros. Conta-se por aí que a Night of the Vampire chegou a estar 100% traduzida, impressa, e pronta para a distribuição, mas que nunca foi lançada devido ao fracasso do AD&D no Brasil nas mãos da Abril. Eu particularmente nunca soube de uma versão impressa em português de Night of the Vampire, mas cheguei a ver umas faixas do CD traduzidas pela mesma equipe que cuidou do First Quest, e realmente a qualidade da dublagem estava igual. Vi em um forum (o forum da Spell, para citar nomes), um rapaz que estava vendendo uma destas cópias em português, mas, ele nunca respondeu aos meus contatos sobre este livro.

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25 de fevereiro de 2009

NPC #1 - Zurick Rhazz


Rhakshasas são uma raça de espíritos malévolos personificados que caçam e atormentam a humanidade. Ninguém sabe ao certo de onde surgiram estas criaturas; alguns sábios especulam que sejam a personificação dos piores pesadelos das pessoas.

Zurick Rhazz é um membro desta temida raça. Ninguém sabe ao certo quando e onde ele apareceu pela primeira vez, especula-se que tenha sido nos reinos mais ao leste, especificamente em Sind, porém, isso nunca foi confirmado nem por ele mesmo que prefere dizer ter vindo de um lugar muito distante e desconhecido.

Não se sabe ao certo também como ele chegou em Darokin, porém, ele trouxe consigo uma vasta compania de comércio tão grande e lucrativa que permitiu-lhe a construção de um enorme castelo na pequena cidade de Hordulian, que eventualmente veio a se tornar uma importante rota comercial devido a sua proximidade com o rio Streel e a se desenvolver descontroladamente.

Inicialmente, a ignorante população da então pequena cidade não se importou muito com sua presença, afinal, ele trazia dinheiro e empregos para muitos, o que era algo extremamente bom. Ele ainda pagou a um grupo de aventureiros para limpar a rede de cavernas que ficavam próximas da cidade e abrigavam muitos monstros que eventualmente saqueavam e matavam algumas pessoas. Construiu seu enorme castelo em cima destas cavernas, o que impossibilitou alguma tentativa de retomada dos monstros.

Parecia que a temida e maligna criatura não tinha vindo para causar nenhum mal. Tinha se arrependido ou algo parecido. Até que, aos poucos, suas aparições em público foram ficando cada vez mais escassas até que um dia ele parou de se mostrar.

Sua compania parecia mais lucrativa do que nunca, o que indicava que ele não havia morrido, ou pelo menos alguém administrava os negócios muito bem. A dúvida a respeito de sua morte terminou quando um mensageiro trouxe uma grande oferta de trabalho: Aventureiros eram requisitados para uma nova exploração às cavernas.


Alguns poucos candidatos surgiram, mas não retornaram com sucesso da missão. A recompensa era gorda: 100 mil peças de Ouro para o grupo que conseguisse explorar com sucesso as cavernas. Candidatos surgiam de vez em quando, mas eram raros. Ou a missão não estava sendo muito divulgada ou havia algo de errado. A segunda hipótese se confirmou quando algumas pessoas da cidade começaram a desaparecer misteriosamente.

Uma vez por semana, alguma pessoa era dada como desaparecida. Inicialmente eram pessoas comuns, plebeus sem importância. Depois de um tempo, ricos comerciantes começaram a ser o alvo, o que preocupou os mercadores do local e os forçou a contratar alguns aventureiros. Os heróis começaram uma investigação que terminou em um final trágico, seus corpos foram encontrados totalmente dilacerados na entrada da cidade.

A população, já assustada, rapidamente associou o sumiço de Zurick com o sumiço das pessoas e a morte dos aventureiros. Algo estranho acontecia naquele castelo. Enquanto muita gente pensava em deixar a cidade, Saleem Mhum, rico comerciante de Ylaruan ofereceu 4 milhões de peças de ouro pelo grupo de aventureiros que descobrisse o problema e livrasse o castelo das forças do mal.

Muitos tentaram, mas nenhum conseguiu.

Ganchos para Aventuras

  • Zurick Rhazz virou uma espécie de morto-vivo que se alimenta da energia vital dos seres vivos. Seu desaparecimento e o sumiço das pessoas estão intimamente ligados. Ele começou eliminando pessoas simples, para que não fosse notado nem dado como suspeito. Logo depois passou a eliminar rivais comerciais que eventualmente poderiam atrapalhar seus planos.
  • As cavernas abaixo do castelo de Zurick abrigam um covil de um casal de Dragões Vermelhos. O Rakshasa usou seus poderes para prender Auroratrixx, a esposa de Horummn Volrastrixx em uma gema para que pudesse ter total controle sobre a poderosa criatura.
  • Zurick possui um artefato muito poderoso capaz de prender a alma de seres poderosos para usar seu poder. Dizem que ele está juntando poder mágico para uma futura investida contra todo o reino de Darokin.
  • Zurick foi transformado em Vampiro durante uma de suas viagens. O segredo de sua cura está nas cavernas abaixo do castelo.
  • As cavernas são uma entrada para o Hollow World, um vasto mundo subterrâneo.
  • As cavernas abrigam uma mina de Adamantine mágico que surgiu a partir de um meteoro caido no local há muito tempo. Saleem Mhum descobriu da mina e deseja as terras a qualquer custo.

Por hoje é só pessoal. Sintam-se à vontade para colocar mais ganchos de aventuras como comentários. E só pra constar, Zurick foi o principal vilão da primeira aventura que mestrei quando me mudei para Recife. O gancho que escolhi foi uma mistura da Mina de Adamantine e do Covil de Dragão.

See ya o/

21 de dezembro de 2008

Campanha do Paço #5 - Prelúdio da Nova Sessão

Estava escuro, Guss corria pelos becos estreitos de Ankorros e esperava chegar até a 'Casa de Trocas', como era conhecida a guilda de ladrões da cidade. A criatura que o perseguia não parecia andar tão rápido, mas sempre aparentava estar à sua frente de qualquer forma. Talvez fosse um tipo de mago, ou talvez alguma criatura pior.

Guss era o prefeito da cidade, porém, sabia que seu cargo era apenas simbólico. Os ladrões da Casa de Trocas o colocaram no poder por ser extremamente burro e manipulável, e de uma forma de outra, ele sabia disso mas não se incomodava. Recebia uma boa quantia em dinheiro como propina e poderia sustentar sua vida luxuosa por um bom tempo. Pelo menos até os ladrões enjoarem de seu trabalho.

A criatura parecia estar sempre próxima, o que forçava o rechonchudo prefeito a mudar seu caminho cada vez que estava bem próximo de seu destino. Ela parecia estar brincando com ele, estudando o quanto ele poderia fugir para então dar seu bote mortal. Guss começou a sentir um enorme arrependimento por ter ouvido aquela voz que latejava em sua cabeça. Ela dizia para ele ir ao lago. Será que foi tudo uma armação de um mago inimigo da guilda? Depois que se viu encurralado, decidiu procurar a Casa de Trocas para pedir ajuda, afinal, era importante demais para aqueles ladrões.

Faltavam apenas duas ruas, Guss já não aguentava mais correr, sentia seu coração palpitando e quase saindo pela sua boca. Sua respiração estava muito ofegante e ele pensou consigo "Se eu não morrer pela criatura, morro do coração".

Precisava apenas dobrar uma esquina e chegaria à porta da Casa. Mas antes que pudesse alcançá-la, sentiu uma forte dor no peito e caiu no chão. Seria esta a hora que a criatura o pegaria de jeito. Viu a silhueta humanóide se aproximando, caminhando lentamente em sua direção. Estava muito escuro, ninguem estava com a janela aberta, amaldiçoou seu azar naquela hora. Tentou olhar em volta, talvez encontrasse algum membro da milícia da cidade, mas novamente sem sorte. Como último recurso, tentou gritar, mas a voz não saiu. É... Estava perdido.

Ao se aproximar, ouviu em sua mente palavras em um idioma estranho que soava como alguem amassando uma folha de papel. Estranhamente ele sabia o que a criatura queria dizer: "Você agora é meu, prefeito!

26 de novembro de 2008

Sidequest #18 - Council of Wyrms

By Mizita (A.K.A. Michie Porca)

Council of Wyrms é uma caixa de Dungeons & Dragons que inclui regras para se jogar com dragões, meio-dragões e servos de dragões. Na caixa trás três livros para serem bem aproveitados: Um para as regras básicas, outro para histórias das Famílias e Clãs de dragões e o último é um módulo com várias aventuras. Em 1999, ela foi severamente revisada e reimpressa em um livro de capa dura.

O cenário para a campanha se dá em um arquipélago de ilhas chamadas Io's Blood Island Chain (ou Arquipélago do Sangue de Io). Cada uma destas ilhas possui um fator climático forte e são separadas do resto do mundo por um vasto oceano.

O sistema de governo dos dragões é descrito como uma democracia meio EUA, onde tudo passa por um conselho onde cada líder de clã dá um voto e o líder dá o voto final no caso de empate. Assim, todos os dragões cooperam entre si, tomando decisões que proporcionem o bem-estar de todos.

Humanos não são nativos nas ilhas, e aqueles que pisam em qualquer lugar do arquipélago normalmente são caçadores de dragões. É desnecessário dizer que dificilmente algum deles sai vivo de lá.

De acordo com a mitologia dracônica descrita no livro de clãs, as ilhas foram criadas pelo grande deus dracônico conhecido como Io. Vendo suas crianças dracônicas envolvidos em uma Guerra, ele bradou: "Se o sangue dracônico precisa ser derramado, então que seja o meu". Então ele rasgou sua barriga com as próprias garras e derramou seu sangue pelos oceanos. O sangue divino se solidificou e se tornou um arquipélago. Io então deu estas ilhas aos dragões, esperando que eles vivessem lá em paz.


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Olá pessoas! Depois de ler esse texto vcs devem estar se perguntando: "E daí?". Pois bem, eu responderei a você: "Eu vou mestrar isso aí!". Preciso de bravos guerreiros que tenham interesse em interpretar dragões em uma sociedade inteira deles. Preciso de jogadores valentes o suficiente para aguentar a parada inteira.

Será que tem alguem por aí?

6 de novembro de 2008

Mini Cenários #1 - Dragon Quest - Dai no Daibouken


Olá pessoal! Estou tentando fazer com que este velho e parado blog não morra. Tentarei fazer pelo menos 1 post por semana com pelo menos algumas palavras minhas sobre experiências RPGísticas. Pois bem, vamos aos trabalhos!

Estava aqui em casa, sem mta coisa pra fazer em uma véspera de semana de provas( T.T ) e pensei em postar mais um review, afinal, este é um blog cujo objetivo inicial era fazer reviews de livros e aventuras prontas de RPG. Mudei de idéia. Muitas vezes converso com minha amada Mizita e ela tenta me estimular a produzir material escrito. Ela diz que tenho muita criatividade e que preciso exercitar. Não sei se é algum problema de modéstia excessiva ou falta de confiança, o fato é que nunca gosto do que escrevo, por isso, peço opiniões. Sempre acho que estou fazendo um grande clichê ou algo totalmente sem noção.

Foi aí que mandei tudo isso pro inferno e decidi escrever idéias absurdas aqui neste blog em forma de mini cenários que, se em um futuro longínquo eu decidir desenvolver, estarão resumidos em algum lugar. Vou tentar postar assim que minha criatividade colaborar comigo.

Pra começar, vou usar um cenário que me inspirou em muitas brincadeiras durante a infância(e também em muitas aventuras), que é inspirado em Dragon Quest - Dai no Daibouken, ou simplesmente Fly - O pequeno guerreiro.

Eu peguei algumas idéias do anime e tentei usar com alguma liberdade criativa(entenda como "mudar coisas que eu não gostava) em aventuras antigas de D&D(no tempo em que personagens de aventuras minhas toravam cabeças de dragão no segundo nível). A primeira experiência não deu certo, porém, agora com um pouco mais de maturidade eu acho que dá pra fazer algo mais legal. Então... Vamos começar!

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História

A história do cenário começa quando o reino de terror do Grande Rei Demônio Hadler acabou. O grande herói espadachim conhecido como Avan, acompanhado por seus amigos Loca (um outro poderoso guerreiro), Leyra (uma clériga especializada em magias de cura) e Matoriv (um mago cuja especialidade eram magias de fogo) derrotou Hadler em uma grande batalha conhecida como "A Batalha dos Reis". Até que a paz reinou sobre os reinos durante aproximadamente dez anos.

Após a derrota do Rei Demônio, todos os monstros ficaram livres da força conhecida como "Evil Will", que é responsável por tornar boas criaturas em máquinas assassinas. Isto não fez com que a apreensão das pessoas ficasse menor diante daquelas criaturas que um dia foram ameaças mortais. Então, o grande herói Avan reuniu todos os monstros bondosos e levou-os a uma ilha que foi batizada de Ilha Demlin.

Brass, um velho monstro com alguma inteligência, foi incumbido pessoalmente por Avan a vigiar a ilha e protegê-la de todo o mal. O grande herói passou 1 ano ensinando a Brass várias técnicas de espada e magia para que pudesse exercer sua função com sucesso.

Dez anos então se passam e mais uma vez o mundo se depara com a ameaça de Hadler. O Lorde Demônio conhecido como Vearn usou poderes mágicos e ressuscitou seu Rei. Porém, desta vez, o corpo de Hadler estava muito mais poderoso, além de poder ser revivido indefinidamente por Vearn, graças à sua magia demoníaca.

Mais uma vez, então, o Rei Demônio ameaça a terra, liderando seus muitos exércitos por todo o mundo e acabando com a tão apreciada paz.

Personalidades Importantes


Hadlar - É o Rei Demônio que ameaça a paz no mundo. Foi revivido por um de seus comparsas, Vearn, e desta vez está mais poderoso e praticamente imortal. Pretende usar seu novo poder para se vingar de Avan e instaurar novamente o seu reino de maldade sobre o mundo.

Habita o local conhecido como Continente da Morte e possui uma grande armada pessoal de demônios muito poderosos. Depois de ter sido revivido por Vearn, está reunindo novamente seus generais para obter o controle do mundo.

Avan - É o grande herói que salvou o mundo uma vez. Seu nome completo é Avan de Ziniur III e tem atualmente 41 anos de idade. É um grande mestre espadachim e conhece diversas técnicas e mágicas que utilizou para destruir o Rei Demônio. Teve alguns discípulos durante sua vida, dentre os quais, destacaram-se o jovem Dai, o mago Pop, a garota Maam e o príncipe de Holkia conhecido como Hyunckel.

Vearn - É o general do Exército das Sombras. Estima-se que é a criatura mais antiga de todo o Planeta. Possui grandes poderes mágicos e seus planos são desconhecidos até mesmo pelo Rei Demônio.

Exércitos do Mal

A - Exército das Cem Bestas - Animais, Plantas, Insetos Gigantes, etc - Liderados pelo Homem-Fera conhecido como Crocodini. Ameaça o reino de Lomoss com diversos ataques de feras malígnas.

B - Exército das Sombras - Guerreiros Undead, Aparições, Sombras e Fantasmas - Liderados por Vearn, tenta obter o controle de um terço do continente de Kildmein.

C - Exército dos Feiticeiros - Druidas, Magos Malignos, Feiticeiros Malignos e Spellcasters em Geral - Divide com Vearn e Balan o continente de Kildmein. Ataca os dois reinos mais fracos do continente: Teran e Bengaana. É liderado por Saboella, um velho feiticeiro que vendeu sua alma ao Rei demônio em troca de poder mágico; ainda assim é o mais fraco dos generais.

D - Exército dos Mortos-Vivos - Esqueletos, Zumbis e Mortos-Vivos em geral - É liderado pelo antigo aprendiz de Avan conhecido como Hyunckel. Ao completar 16 anos, o príncipe de Holkia foi sequestrado por Vearn e sofreu uma lavagem cerebral. Sobre o comando do Exército dos Mortos-Vivos, destruiu o reino de Papnika. A então princesa conhecida como Leona foi dada como desaparecida desde o ataque.

E - Exército dos Super Dragões - Dragões Cromáticos, Criaturas Dracônicas e Magos Dracônicos - Durante a época de Paz, o reino de Lingaia foi conhecido como "Reino Fortaleza". Porém, quando enfrentou o exército mais poderoso de Hadler, caiu em apenas uma semana. Seu líder é Balan, um meio-dragão com grandes poderes demoníacos obtidos por meio de Hadler.

Balan nem sempre foi maligno. Sua esposa e seu filho foram mortos por um ser misterioso e, tomado pela fúria, jurou lealdade ao Rei Demônio em troca de poder. O que Balan não sabe é que o ser que matou sua mulher e filho foi o próprio Hadler.

F - Exército dos Demônios de Fogo e Gelo - Salamandras, Mephits e criaturas temáticas de fogo e gelo (doh) - Liderados pelo demônio conhecido como Flazzard (Pronuncia-se Fleizarde). Foi criado através de uma Magia Proibida usada por Hadler. Assim como seu nome (Flame + Blizzard) seu corpo é a fusão de Fogo e Gelo. Controla grandes poderes elementais de fogo e gelo e se importa apenas com a glória e a vitória nas batalhas.

Provavelmente este comportamento é causado pelo fato de Flazzard ter sido criado a partir de mágica, e não ter nascido como qualquer outro ser vivo. Graças a seu temperamento, ele não mede esforços para chegar ao seu objetivo (a vitória), sem se importar com lutas limpas ou métodos lícitos.

Considerações Finais


O cenário segue o velho estilo Senhor dos Anéis, onde o mal impera sobre todos e os heróis são apenas uma ponta de esperança. Não é um cenário de fantasia medieval comum. As raças inteligentes são os Humanos e os Demônios, que não são necessariamente malignos.

Os humanos não são tão oprimidos quanto se esperaria em um cenário onde o mal impera. Os reinos possuem grandes e poderosos exércitos que conseguem fazer frente a algumas armadas demoníacas.

A profissão de "Herói Aventureiro" é algo muito valorizada entre todos os povos. Um Herói normalmente é condecorado pelo reino com tesouro e uma grande festa depois de um ato de bravura. O único porém é que os Heróis costumam ser mortos primeiro pelos exércitos malignos, tendo suas cabeças penduradas em estandartes grotescos para que sirvam como exemplo.

Enfim, este é um cenário que eu mestrava há muito tempo (eu tinha entre 10 e 12 anos, portanto, dêem um desconto), quando comecei a jogar RPG. Se alguém gostar de alguma coisa, comenta aí. Dêem sujestões e idéias. Quem sabe não podemos transformá-lo em algo legal de se jogar.


Por hoje é só pessoal!

See ya o/

12 de setembro de 2008

Sidequest #13 - Nomes de Personagens de RPG


Olá pessoas que visitam este blog quase abandonado! Arrumei um tempinho esta semana para falar de um assunto que algumas pessoas acham legal, outras têm enorme dificuldade no tema (não é Evandro?). O que muita gente concorda é que inventar o nome de um personagem pode ser a pior parte de se fazer uma ficha, por ser a parte mais difícil.

Você já deve ter se pegado olhando vários livros a procura de um nome ideal para aquele seu guerreiro que usa duas espadas gigantes. Este é realmente um momento importante, pois o nome de seu personagem definirá como ele será conhecido nas canções dos bardos. Como será chamado por seu povo, caso se torne Rei. Em resumo, um momento de imensa importância.

Vou tentar, por meio deste artigo, dar algumas dicas de como se podem inventar nomes, ou quem sabe usar um nome já pronto, para que sejam os mais adequados para seus personagens de RPG, seja qual for o sistema.

O Óbvio é bom, mas só no começo



Um dos meus primeiros personagens de RPG (e de AD&D) foi um pequenino halfling. Na época eu ainda não tinha lido "O Hobbit", conhecido como "Antigo Testamento Nerd" e livro que introduz o universo de J. R. R. Tolkien. Não, meu halfling não se chamou Bilbo, mas sim Oblib (XDDDD). Depois do pequeno Oblib, eu joguei com magos chamados Merlin e guerreiros chamados de Conam.

É extremamente compreensível que jogadores em seu início de carreira se utilizem deste tipo de macete. Se é complicado para um jogador experiente criar um bom nome, imagine você um cara que mal leu o Livro do Jogador, totalmente sem referências das várias mídias adequadas ao RPG.

Mesmo assim, estes exemplos representam a primeira dica do que NÃO se deve fazer. Evitar usar nomes de personagens famosos é fundamental. Se o seu objetivo é fazer com que seu personagem se torne memorável, lembrado por eras, um nome famoso provavelmente irá ofuscá-lo.

Este tipo de idéia só vale a pena justamente quando sua intenção é fazer com que seu personagem seja confundido com sua contraparte famosa. Talvez seja divertido jogar com um mago derrotado em Forgotten Realms chamado de Elminster. Ou quem sabe um neófito Caitiff chamado de Caim. Com um bom background pode-se dar muitas idéias boas ao mestre seguindo este tipo de conceito, porém, é plausível que não se utilize desta tática por muitas vezes consecutivas. O velho Oblib ficou para trás há quase dez anos, no meu caso.

Uma alternativa para quem gosta de procurar inspiração em livros ou filmes é procurar nomes de coadjuvantes ou apelidos menos conhecidos dos personagens principais. Como é citado no Hero Builder's Guidebook, qualquer um seria capaz de reconhecer os nomes Gandalf e Saruman, retirados obviamente da Bíblia Nerd. Porém, dificilmente reconheceriam Curunir e Olorin (Outros nomes poucos conhecidos para os dois magos). Da mesma forma, poucas pessoas se lembrariam de Zula (A guerreira de Conam: O destruidor), o mercenário Madmartigan (personagem interpretado por Val Kilmer, em Willow na Terra da Magia), ou Chukha-Trok (O grande guerreiro Ewok de Caravana da Coragem).

É interessante também evitar a todo custo nomes do tipo "comédia", que possam ser usados como piada freqüentemente por aqueles jogadores mais chatos durante a aventura. No início pode ser legal ter um bárbaro usado João Grandão, um ranger chamado Holly Wood ou um anão alcoólatra chamado Bud Weiser, mas é muito improvável que a piada continue engraçada uns dez níveis depois... E por mais épico que você seja, quem é que vai respeitar um aventureiro com um nome tosco?

Exotismo é necessário



Os mundos do RPG são lugares fantásticos com lugares diferentes, raças diferentes, culturas diferentes que falam línguas diferentes. Como seria de se esperar, estes aspectos refletem os nomes daqueles que habitam estes mundos. Por via de regra, quanto mais exótico o nome, mais acentuado o sentimento de estranheza que permeia o ambiente onde ocorre a aventura, muito diferente do nosso.

Uma alternativa bastante interessante é procurar nomes estrangeiros. O idioma mais comum para este tipo de coisa é o inglês. Embora alguns nacionalistas chatos de plantão costume torcer o nariz, existe uma razão para isso. Quando se pensa tanto em RPGs medievais quanto no período histórico, a primeira língua que vem à mente é o inglês, justamente pela importância das nações de origem saxônica nessa época. É de origem saxônica também, grande parte da mitologia que envolve o RPG de fantasia medieval. O inglês também está intimamente ligado ao universo da sua diversão favorita graças à grande influência norte-americana nesta área, afinal, é de lá que vem os livros que você usa para jogar. Assim, embora nomes como Sean Ausland ou Derek Nesmith não sejam propriamente os mais exóticos do mundo, ainda conservam o distanciamento necessário para se qualificarem como boas alternativas.

Durante muitos anos a lista de agradecimentos e playtesters do Livro do Jogador da segunda Edição de Dungeons & Dragons (o falecido AD&D) foi muito popular entre os jogadores na hora de batizar seus personagens. É um método fácil, que consiste basicamente em misturar um nome e um sobrenome à procura de algo novo. Muitas de minhas invenções para contos, jogos ou para o material que viria a se transformar em aventura, obedeceram e ainda obedecem este método. Alguns exemplos são Florin, Elsia e o Anel Negro.

É possível ir ainda mais longe (literalmente!), evitando nomes comuns demais como Michael, John ou algo do gênero. Pode-se procurar nomes antigos, arcaicos, populares em outras épocas, mas em desuso atualmente. Nomes do tipo: Galfrid, Hugone, Jok e Gouen para homens, e Amicia, Oliue ou Sibilla, no caso das mulheres, foram usados na província inglesa de Yorkshire por volta do ano de 1379 (http://www.s-gabriel.org/names/talan/yorkshire/yorkshiref.html). Piers, Mayhew, Gyles, Bertram e Ranlyn são exemplos de nomes ingleses do Século XV (http://www.s-gabriel.org/names/arval/agincourt). Todos estes e até algumas variações dos mesmos serviriam para personagens de qualquer cenário de fantasia (E até mesmo para algumas aventuras de Vampiros ou ficção científica).

É mais interessante ainda procurar exemplos muito afastados de nossa cultura. Países que são muito distantes, com línguas de outra origem que não o Latim podem servir como inspiração. Nomes finlandeses, por exemplo, tem uma sonoridade muito divertida e muito diferente da que estamos acostumados e geralmente causam estranheza (http://sci.fi/~kajun/finns). Sirka Hämäläinen (para mulheres) e Jarkko Ahokainen (para homens) são bons exemplos (e divertidos também =P).
Outra língua interessante quando se trata de nomes curiosos é o gaélico, da região das Ilhas Britânicas que é o idioma oficial da Irlanda (Juntamente do inglês). Sua sonoridade quase cantada e o fato de estar sempre relacionado com antigas lendas sobre fadas e outras criaturas míticas, fazem de nomes criados nesta língua ótimas escolhas para personagens medievais diferentes. Tiernach, Maél-Tuilli, Amalgaid, Cáirthenn e Báetán são nomes típicos de lá.

Outra grande vantagem de se usar referências idiomáticas é aproveitar o significado das palavras para enriquecer mais ainda o seu personagem. Nomes antigos possuem significados bastante interessantes, muitas vezes até vinculados à Era Medieval, o que facilita ainda mais o serviço. Outra alternativa é procurar palavras com significados ligados ao seu futuro aventureiro através de um dicionário especializado (há sites que fazem o mesmo serviço, basta procurar, mas uma dica é o (http://dictionary.com), e a partir daí, formar o nome que você deseja. Assim, o bom e velho Oblib poderia se chamar Dóid Aoine, que numa tradução do Gaélico e com muita boa vontade pode significar "Mãos Ligeiras".

Como até mesmo um idiota poderia perceber, a Internet é uma fonte INESGOTÁVEL para este tipo de consulta. Basta procurar rapidamente pelo Google para encontrar listas e mais listas de nomes tipicamente usados nos mais variados países. Os exemplos que foram apresentados neste artigo, não são os únicos nem os mais adequados para o seu personagem. É provável que você vá preferir algo russo ou africano, ou quem sabe germânico. Basta procurar direitinho (tentei postar alguns endereços ao longo da matéria, para ser um bom ponto de partida).

Na Dúvida, Invente



Enquanto algumas pessoas preferem usar referências tomando nomes vindos de outros países, mídias ou outras fontes. A maioria das pessoas prefere inventar tudo do zero. A idéia é aparecer com um nome novo, inédito e único, tanto na história da sua mesa quanto no mundo em que você vai se aventurar. Este é um procedimento normal, muito utilizado por jogadores com experiência e conhecimento do cenário em que jogam. Porém, antes que você comece a olhar para o seu teclado, procurando a letra que será a inicial mais simpática, vou tentar dar algumas dicas específicas.

SONORIDADE: A menos que você tenha escolhido algumas das minhas opções de nome exótico ou alguma outra tenha chamado sua atenção pela internet ou em livros, é importante prestar atenção na sonoridade do nome que você vai escolher.

Alguns jogadores (E mestres também...) são preguiçosos por natureza (Eu que o diga...). Não vai servir pra nada você quebrar sua cabeça para inventar um nome complexo como Glitromarnick se o resto do grupo vai passar a campanha inteira te chamando de "Guerreiro". Justamente por isso, às vezes, é bom facilitar as coisas para as duas partes e manter a simplicidade (sem perder a originalidade). Nomes simples e únicos como Geeb para um halfling, ou quem sabe Arion para um paladino, oferecem bem menos dificuldades.

No caso do uso de sobrenomes, é interessante evitar iniciais iguais a ultima letra do primeiro nome (como Alliane Erolin ou Darin Noron). É natural que as letras acabem se fundindo na pronúncia, o que pode confundir e atrapalhar, fazendo com que o nome que você inventou perca totalmente o significado.

SOBRENOMES: O uso de sobrenomes acaba deixando o nome de seu personagem mais completo, sofisticado. Além do que, em termos de background, significa que ele tem (ou teve) uma família reconhecida, o que por si só já deve gerar vários plots para serem usados tanto por você quanto seu mestre (o que não vem ao caso agora =P).

É interessante analisar algumas referências na hora de criar seus próprios sobrenomes. No Europa, o uso de sufixos e prefixos muitas vezes indicava (e em alguns casos ainda indica) algum foto histórico ocorrido na família ou grau de hereditariedade. O caso mais conhecido talvez seja o prefixo Mc ou Mac entre os escoceses, que significa "filho de ...". Assim, o ator Ewan McGregor, caso tivesse nascido nos antigos tempos de seu país, seria "Ewan, o filho de Gregor". Outro exemplo com o mesmo significado ocorria no Inglaterra, onde se acrescia a letra "s" ou a palavra "son" (filho), como em Willians ou Davidson.

Existem sufixos com outros significados, como a palavra "kin", que era usado com a função de diminutivo (como em Perkin - pequeno Peter - ou Wilkin ­pequeno Willian). Estes termos também podem ser usados para indicar algum defeito ou característica que de alguma forma seja vergonhosa. Um exemplo conhecido é "Fitz" (originário do francês "fils" - que quer dizer "filho"), antigamente utilizado na Inglaterra para indicar ilegitimidade. Deste modo, o sobrenome Fitzroy, por exemplo, queria dizer na verdade "filho ilegítimo do rei" (do original "fils de roi").

Considerando que em fantasia medieval, o idioma comum normalmente difere do idioma que falamos no mundo real, você também pode criar seus próprios prefixos e sufixos, usando os exemplos apresentados como base. Por exemplo, em eu mundo, o prefixo Ark’ no sobrenome pode significar “Neto de ...” ou o sufixo ‘Tar demonstre que o personagem veio de um determinado local ou seja descendente de alguma tribo específica.

TÍTULOS E APELIDOS: Existe um modo de mesclar a simplicidade com a pompa no mesmo nome. Trata-se do uso de títulos de nobreza. Existem, no entanto, exceções, mas boa parte dos nobres é conhecida por seu título seguido de seu respectivo sobrenome.

Embora seu nome completo já tenha sido apresen­tado algumas vezes, todos se lembram do mais mortífero Death Knight (Cavaleiro da Morte, no velho Monstrous Manual da Abril) de Dragonlance apenas como Lorde Soth. E o que dizer do vampiro mais famoso do mundo, o Conde Drácula? Mesmo quando o nome é composto, a opção pela simpli­cidade ainda permanece. O mesmo pode ser feito com o seu personagem (sempre com a tradicional explicação no background, é claro).

Apelidos também são bastante populares, princi­palmente ocupando o lugar aonde normalmente viria um sobrenome. O ideal é basear-se em alguma característica bem marcante do seu personagem, algo que o destaca dos outros. Assim, se seu bárbaro é um gigante ruivo de dois metros, talvez você possa chamá-lo de Karthak, o Vermelho (ou Karthak, the Red, caso você goste mais de termos em inglês). Ou talvez o apelido represente um talento exagerado em alguma coisa, ou o falta de modéstia do dono da alcunha. Como exemplo, podemos usar um gnomo ilusionista que insiste em se intitular Durilidd, o Magnífico.

Em determinados casos, o apelido pode fun­cionar como uma maneira de humilhar ou depreciar alguém em razão de um precon­ceito ou de uma desvantagem pessoal. É o caso de Tanis Meio-Elfo, de Dragonlance, que é assim chamado justamente por não ser aceito como igual nem entre os elfos e nem entre os humanos.

MODELOS: Após décadas de desenvol­vimento do gênero Fantasia Medieval atra­vés de romances, filmes e RPGs, é comum que se criem algumas leis ou regras infor­mais. Coisas do tipo a presença de orcs, a antipatia entre elfos e anões, magos entre outras coisas. Boa parte delas veio da grande “Bíblia Nerd” conhecida como O Senhor dos Anéis (Afinal, Tolkien é o pai, Rhapsody é o filho e o Iron Maiden é o Espírito Santo...). Com nomes acontece algo semelhante, basta observar com calma os principais cenários de RPG para perceber. Com base nisso po­demos fazer um traçado geral que deve facilitar bastante na hora de, por exemplo, criar persona­gens não humanos.

Ter em mente que os nomes, em geral, baseiam-se nas características psicológicas da raça, já é meio cami­nho andado. Elfos são um povo gracioso, dedicados à arte e magia, certo? Assim seus nomes são geralmente compostos por letras que dão um sentido quase musical à palavra, como t, l, a, s, h, n, e, i. Ex: Lauranathantalasa, a princesa do reino élfico de Qualinesti em Dragonlance.

Já os anões formam um povo rústico, fechado, sisudo e guerreiro. As principais letras usadas são as mais fortes, com som ressonante coma d, h, e, o, m, n, g. Seus sobrenomes refletem sua paixão pela batalha ou pelo trabalho, sempre ligado a seus instrumentos ou algo do gênero. Ex: Thogar Hammerhead, Regente de Doherimm, o reino anão de Tormenta.

Goblinóides são monstros de cultura tribal e mili­tar, brutos e violentos. Justamente por causa disso, seus nomes usam letras com sons ríspidos, formando quase um rosnado como g, h, r, k. Seus sobrenomes lembram os dos anões, seus grandes inimigos, mas em geral servem para exaltar alguma qualidade ou mérito capaz de assustar seus adversários. Ex. Ghurrar Darkblood, típico hobgoblin.

Não é difícil decifrar as regras por trás das outras raças típicas de mundos medievais. É bom também não se esquecer que cada cenário pode ter regras diferentes (Star Wars, pode não ser medieval, mas tem um método particu­lar para os nomes de personagens). É só ficar atento aos nomes de NPCs, locais e outras coisas no processo de familiarização com seu cenário de campanha. O resto é fácil.

28 de agosto de 2008

Sidequest #11 - Mystara


Olá aventureiros! Em tempos de faculdade e de blog às moscas, venho eu em mais um pequeno post para falar de um projeto que ainda é formado apenas por idéias soltas nas cabeças de dois mestres muito ocupados com suas faculdades.

No encontro de RPG do Bob's(tratado no post anterior), eu disse que encontrei alguns velhos amigos, dentre eles um colega meu que é muito fã de AD&D. Entre os papos, conversamos sobre montar uma campanha de Mystara que fosse interligada entre mesas. Falei com ele que tive um projeto desses com Forgotten Realms há uns anos, só que desisti por falta de outros narradores.(Inclusive o outro blog ainda podia ser acessado há umas semanas atras - http://www.liveforgottenrealms.blogspot.com).


A conversa que tive com ele realmente me motivou, em meu mínimo tempo livre, eu estou lendo bastante coisa sobre o cenário, tentando relembrar coisas que havia esquecido e aprendendo fatos novos para serem usados em futuras campanhas.

Foi lendo um dos artigos que pensei comigo mesmo: "Por que não monto meu próprio site de Mystara?". A resposta veio em forma de desânimo: "Porque você não tem tempo seu ocupado!". De certa forma, ainda estou um pouco motivado a tentar algo. Vi alguns desenhos de minha Amada hoje e tive inclusive algumas idéias novas.

Acho que em um futuro distante o site pode até sair, mas preciso de ajuda para a tradução dos artigos. Eu mesmo estou traduzindo sempre que posso. Mas só criarei o site quando tiver uma quantidade boa de material para postar. Tem uma pessoa no meu grupo que se dispôs a traduzir pequenos textos, mas assim como eu, ela não tem tempo nenhum por causa da faculdade.


Bem... Espero que o site saia algum dia. Quanto a campanha viva, acho que ela se aproxima, só preciso de uma posição de meus dois jogadores ausentes em relação ao grupo. Estamos em férias de D&D, férias necessárias para o mestre e para os jogadores, que estão conhecendo outros sistemas. Logo logo retornaremos com todo o gás.

Por hoje é só o/

See ya!

1 de agosto de 2008

Sidequest #5 - Ganchos de Aventura

Olá jogadores de todo o Brasil! Dando uma pausa nos Reviews de livros, por enquanto, eu trago para vocês a reedição de uma matéria que foi resultado de um concurso realizado pela Daeomon, encontrada no Orkut, na comunidade Idéias para aventuras de RPG.

O concurso consistia em mandar um gancho de aventuras para a editora, os 50 melhores seriam publicados na revista Dragão Brasil com ilustrações feitas pelo André Vazzios e a Érica Awano. Mandei por volta de 150 ganchos, porém apenas 1 foi escolhido(Antes que alguém pergunte, foi o de número 7).

Depois de publicada a matéria, confesso que utilizei 90% dos ganchos aqui contidos. São realmente muito bons para se obter ideias para aventuras e até mesmo campanhas inteiras. Cheguei a usar 5 destes ganchos em uma mesma campanha. Espero que todos gostem ^^


50 Ganchos para Aventuras de RPG

 

1-) Os PCs começam mortos. Eles não sabem o que aconteceu, como morreram ou mesmo que estão no Reino dos Mortos. Na verdade os PCs foram submetidos a uma magia que lhes deixa mortos por um curto período de tempo. Eles têm a missão de recuperar um artefato, escondido no mundo dos vivos, que era guardado por um paladino que foi morto tragicamente. Eles precisam primeiro descobrir onde estão e o que aconteceu, depois localizar o paladino e convencer-lhe a lhes revelar a localização do artefato antes que este tempo acabe.

2-) Um assassino doppelganger mundialmente famoso é contratado para matar os membros de uma família. Os PCs são contratados para impedi-lo.

3-) Uma cidade é dominada por dois beholders inimigos mortais. Todos na cidade ressuscitam sempre que são mortos e obedecem cegamente a um dos dois. Na verdade os dois são partes de uma mesma entidade extraplanar, dividida por uma indecisão num detalhe trivial
numa de suas criações artísticas (uma das metades deseja assinar um quadro no seu canto direito e a outra no esquerdo).

4-) Uma companhia de mercenários, ilhada numa montanha após uma avalanche, é obrigada a comer seus mortos para sobreviver. Com isso, eles se tornam ghouls, e seu líder um ghast. Eles viajam pelos reinos vendendo sua espada por “comida”, ou seja, cadáveres. Eles também podem ser vistos saqueando cemitérios. Todos são mortos-vivos e excelentes guerreiros.

5-) Uma cidade é um imenso baile de máscaras. Todos que lá adentram devem vestir máscaras , e todos lá vivem em uma gigantesca e eterna festa. Na verdade a cidade é uma entidade que se alimenta das emoções e prazeres das pessoas. Todos lá têm toda a comida, bebida e sexo que puderem desejar. Todavia, quem se deixa levar pelo encanto da cidade cedo ou tarde acaba sucumbindo aos excessos constantes e é deixado para apodrecer nos esgotos, onde todos os “indesejáveis” são estocados.

6-) Um grupo de piratas, após sofrerem um naufrágio perto de uma vila portuária, descobre alguns itens mágicos de pouco poder em meio a destroços de antigas embarcações. Os piratas, utilizando-se destes itens, fazem-se passar por deuses e escravizam um grupo de párias (seres horrivelmente deformados com pouca semelhança com qualquer raça humanóide) para recuperar os verdadeiros tesouros existentes nos destroços.

7-) Uma lança tem o poder de matar qualquer criatura viva. No entanto, para que este poder funcione é preciso que o possuidor mate a pessoa que mais ama.

8-) Uma grande floresta está rapidamente definhando. Na verdade o unicórnio que deveria tomar conta da floresta encantouse com uma jovem tão pura que sem querer seduziu-o para longe de seu dever.

9-) Em um terreno inóspito e montanhoso, existem vários avisos em uma língua antiga sobre um dragão ali residente. Na verdade, “Dragão” é o nome de um antigo navio voador guardado neste local.

10-) O imperador de uma terra distante possui uma arma que é uma palavra. O simples ato de pronunciar esta palavra é capaz de destruir exércitos e matar milhares de guerreiros. 

11-) O irmão de um dos PCs tornou-se um mago poderoso com o poder de controlar o tempo. A irmã dos dois, muito doente, acaba morrendo e o irmão do PC controla o tempo para que isso não ocorra. Os PCs chegam a uma cidade onde o mesmo dia se repete infinitamente. Na verdade tanto a menina como o mago estão nesta cidade, e ele está fazendo com que o dia da morte dela se repita até que ele seja capaz de encontrar uma cura. A única maneira de quebrar o feitiço é convencer o irmão do PC a deixá-la morrer. 

12-) O inimigo dos PCs não tem corpo físico, é uma entidade que pode possuir qualquer corpo, ou qualquer animal, ou qualquer planta. Não há como destruir este inimigo fisicamente. Os PCs precisam destruir ou aprisionar o seu espírito de alguma forma (sendo constantemente atacados por quaisquer animais, plantas ou mesmo pessoas que estejam à sua volta). 

13-) Um general lidera uma cruzada contra os não-humanos. Ele estuda cada raça não-humana e seus pontos fracos, utilizando-se das fraquezas de cada uma (queimando as florestas dos elfos, prendendo os anões em suas montanhas, etc). 

14-) Um dos PCs é muito parecido com o príncipe de um reino estrangeiro. O príncipe foi raptado, mas sua presença é necessária num evento. O PC é contratado para servir de “sombra” para o príncipe, e pode se ver vítima de intrigas e atentados políticos. Além disso, o grupo que raptou o príncipe pode se voltar contra o PC. 

15-) Como tributo para entrar na cidade de um necromante, os PCs devem doar um pouco de seu sangue. Algum tempo depois, os PCs se deparam com cópias suas, com variados graus de nteligência e capacidade, criados como “clones” a partir do seu sangue. 

16-) Um espadachim morto-vivo atravessa os séculos vagando pelo mundo desafiando os melhores espadachins existentes. Ele deseja se tornar um guerreiro bom o suficiente para derrotar a Morte, acreditando que se fizer isto poderá finalmente morrer. 

17-) Um grupo de 5 Bruxas, chamado Cabala do Sangue, aterroriza um feudo com seus poderes profanos. Elas estão tentando encontrar a cripta e trazer de volta dos mortos seu amante e mestre, um homem filho de uma humana e um demônio. Este humano maligno é conhecido como o Ungido, o Messias tocado pelas trevas. 

18-) Os PCs são encolhidos até o tamanho de um palmo por um mago de um povo diminuto, aparentemente humanos do tamanho de um palmo, para ajudá-los a encontrar um novo local para se estabelecerem; ou para ajudá-los a reencontrar um jovem da tribo que foi para a cidade “grande”.

19-) Há muito tempo atrás o rei de um esquecido reino mandou seus magos construírem um enorme labirinto com o objetivo de criar um desafio para seus filhos, assim escolhendo um rei dentre eles. O labirinto foi desenhado para julgar as habilidades físicas e mentais do candidato a rei. O prêmio: o reino. Para o perdedor, a morte. Muitos de seus filhos pereceram no labirinto e como castigo os deuses prenderam toda a capital do reino dentro de uma garrafa e colocaram-na dentro do labirinto. Agora os personagens devem encontrar um objeto que está dentro da cidade.

20-) Uma cidade está sofrendo com inúmeros ataques de bandidos e ladrões. Na verdade os mendigos e miseráveis da cidade estão se revoltando contra o opressor duque local, liderados por um antigo rival deste nobre. Os PCs irão tentar ajudar os miseráveis ou serão contratados pelo duque?

21-) Os personagens acham um estranho e amaldiçoado livro. Quando o abrem são transportados para histórias de conto de fadas às avessas, transformados em seus personagens e obrigados a vivenciar estas estranhas histórias. Exemplo: Uma história onde três porcos malignos perseguem uma alcatéia de lobos (na verdade os PCs transformados) chacinando-os e destruindo suas tocas. Como alternativa, os PCs recebem um pedido de ajuda de um lobo atormentado pelos três porcos.

22-) Um grupo de vampiros protege uma pequena cidade. Seu preço é o direito de matar e alimentar-se de qualquer pessoa vista nas ruas à noite. Ao mesmo tempo que eles atormentam e oprimem a vila, eles são tudo o que se põe entre a vila e um exércitode mortos-vivos que tenciona destruí-la.

 23-) Os PCs são atraídos no meio de uma noite escura para uma taverna que aparece misteriosamente de dentro de uma neblina. Esta taverna é um ponto onde varias dimensões se encontram, ela fica na encruzilhada entre os planos. Esta ambientação pode trazer aventuras intimistas, de terror ou praticamente qualquer gênero que o mestre queira.

24-) Um golem gigante feito de aço marcha inexoravelmente em direção à capital de um reino. Ele foi magicamente programado por um Lich para matar o rei. Ele é extremamente forte, incansável e resistente. Os personagens têm de encontrar um meio de pará-lo.

25-) Os PCs encontram um navio inteiramente tripulado por mortos-vivos. Eles não têm consciência de sua condição e continuam há séculos navegando e desempenhando as mesmas funções. A tripulação mostra-se amigável e ajuda os PCS (vítimas de um naufrágio ou algo assim), e eles devem lidar com a morte-em-vida de seus novos “amigos”. Os PCs devem decidir se permitirão a existência de tais criaturas, se confiarão em sua ajuda e como farão para conviver por dias e dias com a tripulação (pois não há comida a bordo e toda a embarcação exala um cheiro fétido). Se os PCs fizerem algo que exponha aos mortos-vivos a sua verdadeira condição, as reações são imprevisíveis. 

26-) Os personagens, no meio de uma tempestade, vêem um homem sendo atacado por um bando de ladrões. O homem fica muito ferido e sua filha pequena pede que eles o levem para sua casa, pouco distante. Eles enfrentam muitos perigos para chegar na casa, sempre ajudados pela garota, e quando lá chegam descobrem que o homem tinha ido rezar numa capela distante pela alma de sua filha morta na última primavera. 

27-) Uma jovem elfa flerta com um dos personagens e pede para que ele a ajude a fugir de delegação de embaixadores elfos que esta de visita na cidade onde estão. Na verdade ela deseja se encontrar com um jovem caçador pela qual está enamorada.

28-) Um grande duelo de magos organizado pela guilda local irá se realizar numa cidade e o prêmio é um valioso livros de feitiços. O mago do grupo pode querer competir mas para se inscrever no torneio os candidatos devem trazer componentes raros.

29-) Os PCs se deparam com um grupo de aventureiros presos em uma caverna labiríntica. Na verdade estes aventureiros são fantasmas e prenderão os PCs pela eternidade junto consigo, a menos que sejam eles próprios libertos. O que prende os fantasmas é uma série de ressentimentos e relacionamentos mal-resolvidos que os impedem de se separar. Se os PCs forem capazes de fazer os fantasmas enxergarem seus problemas e aceitarem seus verdadeiros sentimentos de amor e amizade, estarão livres.

30-) Utilizando uma magia antiga e proibida, um mago faz um PC enxergar a cena da sua própria morte. Esta magia mostra a morte mais chocante que pode ocorrer para o personagem em todos os possíveis futuros. O choque é tão grande que o PC fica cego. Apenas aprendendo a lidar com seus medos o PC pode recuperar a sua visão.

31-) Os PCs encontram um bebê elfo em um vasto reino onde os elfos são odiados e vistos como demoníacos. Eles precisam decidir entre entregar o bebê para alguém (condenando a criança à morte) ou permanecer com ele até serem capazes de deixar o reino, o que levará semanas ou meses. Eles deverão lidar com a responsabilidade de cuidar de uma vida indefesa e podem ser presos ou executados caso sejam pegos com uma “cria do mal”.

32-) Um gnomo cego é capaz de tecer emoções em elaboradas tapeçarias. Ele é capaz de tecer o amor, o prazer do sexo ou a emoção de um dia de primavera. Entrando na sua oficina os PCs podem enlouquecer ao serem confrontados pela visão das milhares de emoções conflitantes presentes nas tapeçarias lá penduradas.

33-) Os PCs necessitam de um artefato de posse da família real, que somente pode ser utilizado caso seja dado de bom grado, e não roubado. A princesa, de posse do artefato, se enamora de um dos PCs (de preferência um bardo conquistador ou um bárbaro rude) e somente lhes dará o item se este desposá-la. O PC deve mudar o seu modo de vida ou achar uma outra solução (como outro “bom partido” para a princesa).

34-) Um dos PCs acha uma quantidade imensurável de tesouro, o suficiente para comprar e vender qualquer reino no mundo conhecido. Os seus problemas financeiros se acabaram, mas ele se vê cercado de interesseiros, comerciantes inescrupulosos, ladrões, banqueiros, reis e princesas/príncipes, falsos amigos e demais pessoas que desejam a sua fortuna. Caso mantenha o tesouro escondido e não conte a ninguém, vai se ver às voltas com a paranóia de não poder confiar em ninguém e o medo constante de ser descoberto caso gaste umas moedas a mais na estalagem. Além disso, ele talvez não tenha mais motivo para se aventurar, e sua vida pode acabar virando um mar de tédio. Se o tesouro acabar sendo um problema, como se livrar dele (sem acabar com a economia do mundo inteiro)?

35-) Os PCs, para se infiltrarem no castelo de um poderoso duque, devem se disfarçar como competidores em uma corrida de bigas/lagartos/chocobos ou algo assim. Eles precisam ganhar a prova para serem convidados para o banquete de comemoração no interior do castelo.

36-) Um PC (de preferência um mago) sofre repetidas tentativas de possessão por uma entidade desconhecida. Na verdade esta entidade é ele próprio no futuro, quando os inimigos do grupo venceram e condenaram todos a destinos piores que a morte. A “versão futura” do PC está tão aterrorizada que voltou no tempo para se livrar do seu sofrimento. Se o PC expulsar a “entidade” que tenta tomar o seu corpo, na verdade vai estar condenando a si mesmo a uma eternidade de dor! Isto é um incentivo a mais para os PCs não deixarem seus inimigos levarem a melhor...

37-) Os PCs chegam a uma cidade mágica controlada por um deus-gato, onde maltratar um gato é um tabu, e fazê-lo significa pena de morte. Os PCs se vêem envolvidos com as dificuldades de observar este tabu. Caso falhem, os inimigos do grupo estarão prontos a delatá-los. Caso consigam, o inimigo forja provas contra eles, incriminando-os. Os PCs devem provar a sua inocência num tribunal em estilo egípcio, com o próprio deus-gato como juiz e júri.

38-) Os PCs são repentinamente teleportados para um reino desconhecido, à porta de uma sala de conferências de um nobre importante. Logo que são vistos, o nobre lhes pergunta: “Então vocês são os novos embaixadores vindos da capital?”. Caso digam que sim, os PCs devem se passar por embaixadores e lidar com o problema de dois reinos à beira da guerra. Caso digam que não, os PCs devem arranjar um jeito de explicar sua presença ali e inocentarem-se das acusações de espionagem e alta traição (e ninguém acreditaria na história de um teleporte aleatório...). Além disso, precisam arrumar um jeito de voltarem para casa.

39-) Os PCs de um mundo de fantasia medieval “padrão” encontram estranhos artefatos numa ruína abandonada. Estes artefatos na verdade são coisas cotidianas como tênis, televisores ou automóveis e o mundo na verdade é a Terra muitas eras no futuro! Não diga os nomes dos objetos, apenas descreva-os sob a ótica medieval e observe os jogadores tentarem descobrir do que se tratam.

40-) Os PCs, apesar de serem grandes heróis e/ou guerreiros poderosos, parecem ser derrotados por coisas simples na vida cotidiana. Suas famílias se desmantelam enquanto eles ficam tempo demais separados delas (em missões e aventuras) seus maridos/esposas são infiéis, seus filhos/pais velhos adoecem, etc. Os PCs sentem que são inúteis em coisas que são simples para a maior parte das pessoas, ou que fazem mais mal do que bem para as pessoas ao seu redor.

41-) Um anel mágico que rouba a felicidade de todos ao seu redor, transferindo-a para o possuidor.

42-) Um bardo segue os PCs por várias aventuras cantando rimas aparentemente sem sentido. Contudo, as rimas são as soluções para várias aventuras futuras, e se os PCs prestaram atenção
eles serão capazes de detectar este estranho padrão.

43-) Os PCs, depois de já terem se tornado grandes heróis, são requisitados para uma série de missões triviais e sem grandes recompensas (salvar a filha de um aldeão perdida em uma floresta, expulsar uma tribo de kobolds do templo de uma vila, etc). Na verdade estas missões são testes de humildade impostos pelos deuses aos PCs. Se eles forem humildes e ajudarem estas pessoas simples em seus problemas “mundanos”, uma grande recompensa os espera. Se, contudo, eles renegarem as tarefas “triviais” e esquecerem seu passado humilde, perderão a boa vontade dos deuses.

44-) Como tributo para entrar na cidade de um alquimista louco, um dos PCs deve beber de uma poção desconhecida. Esta poção lhe provoca alucinações em períodos de tempo aleatórios. Contudo, também fornece ao PC uma espécie de “sexto sentido”, e os seus companheiros nunca saberão se os perigos e avisos que ele vê são reais ou produto de alucinações. A poção funciona por quanto tempo o mestre desejar.

45-) Em meio a uma enorme floresta, existe uma grande área desmatada. No meio desta área, uma grande fábrica, com chaminés constantemente expelindo fumaça negra. Golens de madeira constantemente cortam mais e mais árvores da floresta para fornecer matéria-prima para a fábrica. A fábrica produz somente golens de madeira, que servem para conseguir matéria prima para produzir mais golens...

46-) Influenciados por um demônio, os grifos de uma grande floresta atacam selvagemente os elfos que lá habitam. O pacto ancestral entre grifos e elfos é quebrado por este ato aparentemente de traição. Os PCs devem descobrir o que está por trás deste ato inexplicável e reatar a antiga amizade entre as duas facções.

47-) Uma cidade inexpugnável, onde para entrar deve-se pagar um dízimo em dor. Todos que entram na cidade são obrigadosa utilizar artefatos metálicos que causam grande dor. A cidade não possui nenhum atrativo visual nem nenhum tipo de distração para a dor que todos sentem. No entanto, ela oferece vantagens como uma biblioteca muito grande, etc. Além disso, todos na cidade curam-se muito rápido e a menina-santa que governa a cidade pode responder a quase qualquer pergunta.

48-) Os inimigos de longa data dos PCs na verdade são, assim como os próprios PCs, simples peões para entidades poderosas que se consideram jogadores: eles usam as vidas e conflitos dos PCs e inimigos como jogos e espetáculos para a sua própria diversão.

49-) Um dos PCs, de preferência um cavaleiro ou alguém tão honrado a ponto de nunca quebrar sua palavra, é enganado de modo a jurar defender a honra de uma estranha donzela. Na verdade a donzela é uma inimiga dos PCs disfarçada, e o personagem escolhido deve ser seu campeão num duelo contra outro PC. A lealdade dele será maior para com o grupo ou para com a sua palavra?

50-) Quando os PCs já estão poderosos e reconhecidos, um grupo de farsantes se faz passar por eles em diversas vilas e cidades. Eles coletam recompensas que os PCs ganharam, recebem glórias pelas vitórias dos PCs e reconhecimento pelos atos de heroísmo dos PCs. O grupo será considerado farsante nas paragens pelas quais o grupo falso já passou, já que todos conheceram as “verdadeiras” caras dos famosos heróis! Além disso, os personagens podem vir a ser implicados em atos ilícitos cometidos pelos impostores.


Por hoje é só pessoal!


See Ya
o/

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